Olá leitores!
Em parceria com a Editora Benvirá estou aqui para falar um pouco sobre uma das franquias que mais amo na vida. É de fato um privilégio ser eu a pessoa a falar para vocês sobre Resident Evil.
Em parceria com a Editora Benvirá estou aqui para falar um pouco sobre uma das franquias que mais amo na vida. É de fato um privilégio ser eu a pessoa a falar para vocês sobre Resident Evil.
Autor: S.D. Perry.
Edição: 1ª.
ISBN: 9788582400760.
Editora: Benvirá.
Ano de Lançamento: 2013.
Páginas: 232.
Sinopse: "Raccoon City: uma comunidade remota nas montanhas é subitamente vítima de uma série de assassinatos grotescos, que parecem estar ligados à floresta que cerca a cidade. Rumores bizarros começam a se espalhar, descrevendo ataques de criaturas violentas, algumas humanas... E outras não! As vítimas parecem ter sido parcialmente devoradas. Foi enviado para investigar os estranhos acontecimentos o S.T.A.R.S., uma unidade militar formada por uma variedade de especialistas: o malandro Chris Redfield, a ex-ladra Jill Valentine, o atirador de elite Barry Burton e o enigmático líder de equipe, Albert Wesker. Junto com os outros membros do S.T.A.R.S., ele tem boas razões para considerar-se preparado para qualquer coisa. Mas o que se revela quando os S.T.A.R.S. adentram o local das mortes é o mais puro terror, muito além dos seus piores pesadelos."
Análise: Primeiramente gostaria de parabenizar a iniciativa da Editora Benvirá de comprar os direitos e começar a traduzir e publicar em nossas terras os livros da saga Resident Evil. Os livros haviam sido publicados apenas fora do país até então, e fiquei muito feliz com essa notícia da brasilização. Eu já havia lido esse livro muitos anos atrás, quando tinha uns 13 ou 14 anos. Como? Existia um site para fãs da franquia chamado Fyfre (R.I.P), e nesse site os administradores tiveram acesso aos livros originais e traduziram disponibilizando no site para download em pdf. Dessa forma baixei e li no computador, o que eu odeio, por isso nem li os outros. No entanto agora não é mais necessário pois a Benvirá está disponibilizando os maravilhosos livros físicos e com tradução oficial para termos em mãos! Muito melhor.
Com relação a história por se tratar de um livro que já havia lido e ser baseado em um jogo que desde pequeno vi meu pai jogar e joguei incontáveis vezes, já sabia o que ia acontecer, só não lembrava como acontecia, como era narrado no livro em si. Fiquei maravilhado da mesma forma que fiquei quando li a adaptação literária de Assassin's Creed. A Perry, que já é uma autora bem conhecida por publicar livros baseados em jogos, soube narrar a história do jogo de forma perfeita, sem que ficasse monótono ou tedioso, e com as devidas adaptações, porém não prejudiciais a fidelidade a história original.
Para os que ainda não conhecem lhes farei um breve resumo para apimentar a curiosidade: Resident Evil é uma das franquias de ouro da Capcom que teve início em 1996 com o primeiro jogo, que é o que é narrado nesse livro. A história se inicia em uma cidade estadunidense chamada Raccoon City onde tem ocorrido alguns incidentes de desaparecimentos e mortes próximos a uma floresta nas montanhas Arklay nos arredores da cidade. Homens, mulheres e até mesmo crianças desaparecem e surgem mutiladas com indícios de canibalismo ou morte por animais selvagens. Ao notarem que o número de mortos está aumentando e não sabem nem o que está as causando, o RPD (Raccoon Police Department), com o Chefe de Polícia Brian Irons a frente, decide tomar alguma atitude. Dentro da RPD existe um grupo chamado S.T.A.R.S (Special Tatics And Rescue Squad - Serviço de Táticas, Armamento e Especialidades em Resgate Seguros) que é formado por agentes muito bem treinados e com especialidades, o líder deles é Albert Wesker, um homem misterioso, sério, porém muito competente.
Wesker conversa com Brian Irons e decide por enviar um dos dois times o qual constituem o S.T.A.R.S (Bravo Team e Alpha Team). Ao enviar o Bravo Team, começam a monitorar o avanço dos integrantes através de rádio e radar do helicóptero, no entanto algo acontece e eles perdem contato com a central. Desesperados os integrantes da Alpha Team pressionam Wesker, e ele decide por irem até lá verificar o que ocorreu. Sendo assim reúne o Alpha Team, que era formado pelos integrantes que ficaram na central e partem de helicóptero rumo ao local dos incidentes, Montanhas Arkley. O grupo é formado por Albert Wesker (líder e capitão), Jill Valentine (especialista em arrombamentos, ex-ladra), Chris Redfield (franco-atirador e segundo em comando), Brad Vickers (piloto e expert em computadores), Barry Burton (especialista em armas) e Joseph Frost (especialista em manutenção e veículos). Chegando lá se deparam com o helicóptero do Bravo vazio, os membros desaparecidos e ao iniciarem as buscas dão de cara com diversos cães zumbi que haviam devorado o corpo despedaçado de algum S.T.A.R.S identificado pela arma padrão que sua mão mutilada ainda segurava.
Para não dar spoiler, um deles morre pros cães (sem citar nome), e os demais correm sem parar rumo ao helicóptero ao não conseguirem exterminar todos os cães infernais, porém Brad Coração de Galinha Vickers fica assustado e alça voo pra longe deixando seus parceiros em perigo. Sem saída correm novamente até que chegam as portas da famosa Mansão Spencer. Uma mansão gigantesca que fica situada nos arredores da cidade e estava aparentemente abandonada. Os sobreviventes entram na mansão para se abrigar em segurança, e ao entraram veem que um dos integrantes que estava correndo desapareceu, sendo assim, se dividem e saem para procurar esse integrante. O que eles não sabem é que o mal que está dentro da mansão é muito pior que o mal que deixaram do lado de fora. Lá dentro encontram um laboratório bioquímico financiado pela multinacional Umbrella, onde desenvolviam em segredo armas biológicas mortais e ocorreu algum tipo de acidente que transformou os pesquisadores e animais em zumbis, além de soltar todos os experimentos criados (Hunters, Chimeras, e afins). A partir daí ocorre uma história eletrizante aos olhos dos agentes encontrando uma forma de descobrir toda a verdade encoberta pela Umbrella e ao mesmo tempo localizar uma rota de fuga daquele lugar infernal.
No jogo acontece pela perspectiva de Jill ou Chris com os acontecimentos girando ao seu redor e apenas se reencontrando um ao outro no final para fugirem juntos da mansão. Já no livro os acontecimentos que você conhece pela perspectiva de um ou de outro, você vê através dos dois com ocorridos divididos entre eles. Por exemplo: se você joga o jogo com a Jill você enfrenta a Yawn (cobra gigante), a Plant 42 (planta monstro), o Tyrant (humanoide assassino) e muitos outros, tudo com ela somente e resgatando o Chris de uma cela no final. Já no livro não, Chris enfrenta a Plant 42 com Rebecca, enquanto Jill enfrenta uma aranha sozinha e o Tyrant com Barry. Os acontecimentos da história é dividida entre Chris e Jill, com alguns adendos de Barry e Wesker, até que todos se encontrem no final.
A autora conseguiu de maneira espetacular dar vida aos personagens com o passado de cada um, traumas, características físicas e psicológicas. Do jeitinho que imaginava Jill, Chris, Wesker, e até mesmo Barry eu consegui visualizá-los na narrativa da Perry, essa mulher deve ter jogado muito pra ter uma visão tão ampla sobre o mundo de Resident Evil. A única coisa que achei desnecessária foi o desespero de Rebecca e Chris quando começa a chover cobras no quintal dos fundos, coisa que é plausível (quem não desesperaria?), porém no jogo é muito simples de se lidar correndo pra longe. Além disso acho que os Hunters poderiam ser melhor explorados, sendo mais aterrorizadores, visto que tanto nesse jogo quanto no terceiro são uma das criaturas mais infernais que há. Por último acho que deveriam ter selecionado uma capa mais legal. Gostei da capa com os personagens do game, mas sou muito mais fã de capas como a da obra original que é uma ilustração muito bonita. Mas isso ainda assim não tira o brilho da história, ela conseguiu retratar o medo e desespero de sair daquele lugar dos personagens de maneira fantásticas.
Enfim, não há muito o que se dizer. A história é eletrizante do início ao fim, não nos deixa entediados uma página sequer. Mais um ponto que achei genial da autora foram as adaptações que ela fez para inserir recursos que são essenciais no jogo no jogo, como por exemplo a possibilidade de Jill no jogo pegar mapas durante o percurso na mansão e utilizá-los. Na história do livro Perry incluiu um sujeito chamado Trent que surge para Jill na delegacia antes da missão e a alerta para que tenha cuidado com a Umbrella, entregando a ela um computador de mão (palmtop) contendo mapas do interior do terreno da mansão dizendo que ela faria bom uso. Achei essa adaptação fantástica, pois assim na história do livro a autora não teve de mencionar que Jill achava mapas na parede ou algo do tipo como acontece no jogo apenas para testar a perspicácia do player de encontrá-los.
As cenas chave da história do jogo foram transcritas perfeitamente e a danada sabe prender o autor transmitindo de forma clara até mesmo para aqueles que irão ler sem ter jogado antes. Por fim gostaria de agradecer ao blog, a editora e principalmente a autora por me reinserir no universo genial de Resident Evil. Tanto é que nas últimas semanas já zerei novamente o Resident Evil 1, 2 (com Claire e Leon) e 3 pela saudade, e pretendo continuar jogando com o Code veronica, 4, 5 e 6. E assim que ir lançando os outros livros em português lê-los também, até porque entre os livros baseados nos títulos lançados para videogame existe também livros com histórias inéditas criadas pela autora, além disso é possível ter em detalhes o decorrer da história resgatando informações que passaram despercebidas (como por exemplo a Jill ser filha de Dick Valentine, um grande ladrão do passado, e isso justificar a habilidade dela de abrir fechaduras e cadeados).
Em um mundo dominado por The Walking Dead que tal vocês entrarem um pouco no universo de Resident Evil e se apaixonarem ainda mais por zumbis com essa franquia sensacional? Sou fã de The Walking Dead, acompanho quadrinhos, série e livros, mas Resident Evil é incomparável. Meu sonho era ver filmes ou até mesmo uma série fiel a história e bem produzida como The Walking Dead, seria perfeito.
Mais uma vez obrigado pessoal pela sua atenção, mesmo eu falando muito! Mas é que essa franquia é realmente demais! Espero que gostem.
Até a próxima!
Ano de Lançamento: 2013.
Páginas: 232.
Sinopse: "Raccoon City: uma comunidade remota nas montanhas é subitamente vítima de uma série de assassinatos grotescos, que parecem estar ligados à floresta que cerca a cidade. Rumores bizarros começam a se espalhar, descrevendo ataques de criaturas violentas, algumas humanas... E outras não! As vítimas parecem ter sido parcialmente devoradas. Foi enviado para investigar os estranhos acontecimentos o S.T.A.R.S., uma unidade militar formada por uma variedade de especialistas: o malandro Chris Redfield, a ex-ladra Jill Valentine, o atirador de elite Barry Burton e o enigmático líder de equipe, Albert Wesker. Junto com os outros membros do S.T.A.R.S., ele tem boas razões para considerar-se preparado para qualquer coisa. Mas o que se revela quando os S.T.A.R.S. adentram o local das mortes é o mais puro terror, muito além dos seus piores pesadelos."
Análise: Primeiramente gostaria de parabenizar a iniciativa da Editora Benvirá de comprar os direitos e começar a traduzir e publicar em nossas terras os livros da saga Resident Evil. Os livros haviam sido publicados apenas fora do país até então, e fiquei muito feliz com essa notícia da brasilização. Eu já havia lido esse livro muitos anos atrás, quando tinha uns 13 ou 14 anos. Como? Existia um site para fãs da franquia chamado Fyfre (R.I.P), e nesse site os administradores tiveram acesso aos livros originais e traduziram disponibilizando no site para download em pdf. Dessa forma baixei e li no computador, o que eu odeio, por isso nem li os outros. No entanto agora não é mais necessário pois a Benvirá está disponibilizando os maravilhosos livros físicos e com tradução oficial para termos em mãos! Muito melhor.
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| S. T.A.R.S |
Para os que ainda não conhecem lhes farei um breve resumo para apimentar a curiosidade: Resident Evil é uma das franquias de ouro da Capcom que teve início em 1996 com o primeiro jogo, que é o que é narrado nesse livro. A história se inicia em uma cidade estadunidense chamada Raccoon City onde tem ocorrido alguns incidentes de desaparecimentos e mortes próximos a uma floresta nas montanhas Arklay nos arredores da cidade. Homens, mulheres e até mesmo crianças desaparecem e surgem mutiladas com indícios de canibalismo ou morte por animais selvagens. Ao notarem que o número de mortos está aumentando e não sabem nem o que está as causando, o RPD (Raccoon Police Department), com o Chefe de Polícia Brian Irons a frente, decide tomar alguma atitude. Dentro da RPD existe um grupo chamado S.T.A.R.S (Special Tatics And Rescue Squad - Serviço de Táticas, Armamento e Especialidades em Resgate Seguros) que é formado por agentes muito bem treinados e com especialidades, o líder deles é Albert Wesker, um homem misterioso, sério, porém muito competente.
Wesker conversa com Brian Irons e decide por enviar um dos dois times o qual constituem o S.T.A.R.S (Bravo Team e Alpha Team). Ao enviar o Bravo Team, começam a monitorar o avanço dos integrantes através de rádio e radar do helicóptero, no entanto algo acontece e eles perdem contato com a central. Desesperados os integrantes da Alpha Team pressionam Wesker, e ele decide por irem até lá verificar o que ocorreu. Sendo assim reúne o Alpha Team, que era formado pelos integrantes que ficaram na central e partem de helicóptero rumo ao local dos incidentes, Montanhas Arkley. O grupo é formado por Albert Wesker (líder e capitão), Jill Valentine (especialista em arrombamentos, ex-ladra), Chris Redfield (franco-atirador e segundo em comando), Brad Vickers (piloto e expert em computadores), Barry Burton (especialista em armas) e Joseph Frost (especialista em manutenção e veículos). Chegando lá se deparam com o helicóptero do Bravo vazio, os membros desaparecidos e ao iniciarem as buscas dão de cara com diversos cães zumbi que haviam devorado o corpo despedaçado de algum S.T.A.R.S identificado pela arma padrão que sua mão mutilada ainda segurava.![]() |
| Hunter |
No jogo acontece pela perspectiva de Jill ou Chris com os acontecimentos girando ao seu redor e apenas se reencontrando um ao outro no final para fugirem juntos da mansão. Já no livro os acontecimentos que você conhece pela perspectiva de um ou de outro, você vê através dos dois com ocorridos divididos entre eles. Por exemplo: se você joga o jogo com a Jill você enfrenta a Yawn (cobra gigante), a Plant 42 (planta monstro), o Tyrant (humanoide assassino) e muitos outros, tudo com ela somente e resgatando o Chris de uma cela no final. Já no livro não, Chris enfrenta a Plant 42 com Rebecca, enquanto Jill enfrenta uma aranha sozinha e o Tyrant com Barry. Os acontecimentos da história é dividida entre Chris e Jill, com alguns adendos de Barry e Wesker, até que todos se encontrem no final.
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| Capa original |
Enfim, não há muito o que se dizer. A história é eletrizante do início ao fim, não nos deixa entediados uma página sequer. Mais um ponto que achei genial da autora foram as adaptações que ela fez para inserir recursos que são essenciais no jogo no jogo, como por exemplo a possibilidade de Jill no jogo pegar mapas durante o percurso na mansão e utilizá-los. Na história do livro Perry incluiu um sujeito chamado Trent que surge para Jill na delegacia antes da missão e a alerta para que tenha cuidado com a Umbrella, entregando a ela um computador de mão (palmtop) contendo mapas do interior do terreno da mansão dizendo que ela faria bom uso. Achei essa adaptação fantástica, pois assim na história do livro a autora não teve de mencionar que Jill achava mapas na parede ou algo do tipo como acontece no jogo apenas para testar a perspicácia do player de encontrá-los.
As cenas chave da história do jogo foram transcritas perfeitamente e a danada sabe prender o autor transmitindo de forma clara até mesmo para aqueles que irão ler sem ter jogado antes. Por fim gostaria de agradecer ao blog, a editora e principalmente a autora por me reinserir no universo genial de Resident Evil. Tanto é que nas últimas semanas já zerei novamente o Resident Evil 1, 2 (com Claire e Leon) e 3 pela saudade, e pretendo continuar jogando com o Code veronica, 4, 5 e 6. E assim que ir lançando os outros livros em português lê-los também, até porque entre os livros baseados nos títulos lançados para videogame existe também livros com histórias inéditas criadas pela autora, além disso é possível ter em detalhes o decorrer da história resgatando informações que passaram despercebidas (como por exemplo a Jill ser filha de Dick Valentine, um grande ladrão do passado, e isso justificar a habilidade dela de abrir fechaduras e cadeados). Em um mundo dominado por The Walking Dead que tal vocês entrarem um pouco no universo de Resident Evil e se apaixonarem ainda mais por zumbis com essa franquia sensacional? Sou fã de The Walking Dead, acompanho quadrinhos, série e livros, mas Resident Evil é incomparável. Meu sonho era ver filmes ou até mesmo uma série fiel a história e bem produzida como The Walking Dead, seria perfeito.
Mais uma vez obrigado pessoal pela sua atenção, mesmo eu falando muito! Mas é que essa franquia é realmente demais! Espero que gostem.
Até a próxima!
Citações:
"Exausto, Chris olhava para o nada, sozinho na percepção de que os assassinatos violentos eram só a ponta do proverbial iceberg."
"Jill empurrou a porta e sentiu a esperança se extinguir por completo; não se moveu nem um centímetro. Teria de encontrar outra forma de sair, a não ser que os brasões pudessem ser achados- o que poderia levar anos nesse lugar. "

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