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20 outubro 2013

Entrevista e Parceria: Cristina Frentzen

Olá estrelas,

Firmamos mais uma grande parceria e também trago a entrevista com a autora nacional Cristina Frentzen, que publicará em breve "Clube de Vênus" pela também nossa parceira Modo Editora. O livro ainda não tem data de lançamento, mai possivelmente será em 2014. Confiram sinopse, informações da autora e entrevista.

Dr. Tom Esquivel é cirurgião residente do principal hospital de Nova Suburbia e leva uma pacata vida de casado. Quando recebe o chamado para uma consulta de rotina, sua vida muda drasticamente. Ele conhece Dra. Erica Stone, sua nova chefe que guarda um segredo a sete chaves, disposta a compartilhar com Tom em troca de algo que ele anseia mais do que tudo: ela.

Leia aqui o prólogo e o 1º capítulo.





Sobre a autora:

Cristina Frentzen é carioca e atualmente mora em Salvador. Tem 28 anos e escreve sobre gêneros que vão da fantasia e ficção científica ao erotismo. Atualmente, trabalha na divulgação de sua obra "Clube de Vênus".

Cristina Frentzen nas redes sociais:

Twitter: https://twitter.com/kfrentzen
Facebook: https://www.facebook.com/kfrentzen
Skoob: http://www.skoob.com.br/autor/7278-cristina-frentzen

ENTREVISTA

- Como é ser uma autora nacional em um país que ainda pouco incentiva e ajuda seus autores?

Há sentimentos de frustração e desafio que costumam andar juntos quando eu penso essa questão. A frustração obviamente vem quando você observa a quantidade de obras internacionais no mercado brasileiro em contraste ao pouco número de obras nacionais e o preço exorbitante da maioria dos livros graças aos tributos. Não é fácil ser autor no Brasil quando você considera a perspectiva comercial, mas é importante considerar as mudanças que as tecnologias da informação proporcionaram ao mundo literário, particularmente no Brasil. Se, por um lado, os autores nacionais não possuem muitos incentivos para publicar seus trabalhos pela forma tradicional, por outro a revolução das redes sociais e do e-commerce permite que estes autores possam encontrar outros canais para publicar e divulgar seus livros. É fantástico o que sites como a Amazon oferecem hoje através do kindle, por exemplo, permitindo a um autor disponibilizar sua obra e comercializá-la de forma totalmente autônoma. Quando você soma a isso ferramentas como o facebook, twitter, os blogs de um modo geral... É um avanço importante e muda a cara da indústria, a torna mais versátil, permitindo aos autores que possam ter uma chance.

Por outro lado, eu vejo que ser uma autora no Brasil é um desafio e uma prova de amor ao que se faz. Independente das dificuldades impostas pelo mercado literário, pela falta de acessibilidade do público à obra, etc, quando você realmente gosta do que faz, encontra meios de seguir em frente, e cada desafio vencido tem um gosto mais do que especial. O grande público brasileiro ainda tem dificuldades de acesso a muitas obras, pouco hábito de leitura e, às vezes, uma preconcepção cultural negativa em relação às artes nacionais de modo geral. São questões desafiadoras que precisam ser revistas e consideradas pelos autores, de modo a encontrar estratégias para vencê-las, revertê-las. É um desafio, e ser um autor nacional é estar ciente de que junto à diversão de escrever e publicar, vem também o dever de contribuir positivamente para essa luta em prol da literatura nacional.

- Por que você resolveu começar a escrever e de onde vem a inspiração?

Escrevo desde nova, meus primeiros poemas e estórias datam dos oito anos de idade. Sempre fui aquele tipo de criatura que não podia ver papel e lápis e já estava rabiscando alguma coisa, e isso cresceu com o tempo. Dividia o tempo em escrever textos totalmente originais e também fanfics sobre minhas séries favoritas, o que fez meu estilo de escrever ficar conhecido entre os amigos. Comecei a escrever alguns livros, mas acabei deixando de lado para seguir com a faculdade, alguns projetos que me consumiram bastante em termos de tempo e motivação, e por alguns anos acabei não dando tanto espaço à literatura. Esse “tempo perdido” me entristeceu bastante, e decidi então, de uns quatro anos para cá, que não voltaria a acontecer. Decidi então colocar a escrita como prioridade, pois é o que amo de verdade e sempre me sinto
totalmente feliz quando estou imersa no mundo das palavras...

Minhas maiores inspirações vêm da arte em geral, principalmente da música e do cinema. Sou amante de leitura e sempre que quero resgatar o tesão pela escrita, leio algo de meus autores favoritos. Música é o que me acompanha ao longo do processo, então se preciso escrever algo romântico, coloco uma música no estilo, e por aí vai. Tenha medo do que ouvi enquanto escrevia Clube de Vênus kkk! Normalmente são músicas instrumentais, que me acalmam e me fazem mergulhar no enredo. O cinema também exerce um poder muito forte sobre mim. Sempre que assisto um bom filme, fico empolgada para escrever, é automático! E se for um filme sobre escritores então, nossa! Ver “As Horas” e “Meia Noite em Paris” são momentos mágicos e imediatamente me deixam em um estado de graça para a escrita!

E sim, eu tenho aqueles momentos onde simplesmente caminho pela rua observando as pessoas e as coisas. E a ideia simplesmente vem... É incrível quando acontece, nossa...


- Quantos livros já escreveu?

Tenho algumas obras não publicadas e muitos escritos soltos, gaveta de escritor é sempre um lugar tumultuado! Poderia dizer que, completos, tenho outros dois livros anteriores a Clube de Vênus. Um deles foi retirado da gaveta para revisão e pretendo publicá-lo após CdV, trata-se de um romance com doses de terror e fantasia. É um pequeno bebê de 600 e poucas páginas, rs.


- Por que o gênero erótico? Pelo sucesso que tem feito atualmente?

O erotismo é um gênero que me atrai como leitora e como escritora, mas não se apresentava como uma opção para mim até Clube de Vênus. Admiro algumas obras de autores mais antigos, como Anaïs Nin, por exemplo, mas nunca me imaginei publicando um livro que fosse reconhecido pelo seu teor hot. Gosto de escrever coisas eróticas, mas foi somente diante do convite da Adriana Vargas, Editora da Modo, que considerei realmente a possibilidade de publicar algo do gênero, de deixar as fantasias mais quentes fluírem na forma de palavras. De fato, trabalhava no livro das 600 e poucas páginas quando a Adriana chegou e disse que tinha interesse em publicar Clube de Vênus, na época um conto na forma de série com sessenta páginas para o deleite das amigas. Olhei para o que havia criado e pensei, ‘por que não’? Dali pra frente, as coisas simplesmente aconteceram...

O que me deixa feliz em relação ao sucesso do gênero erótico hoje é que está ajudando a derrubar muitas das barreiras que o próprio gênero possui, as pessoas estão tomando mais liberdade em ler sobre o erotismo, o que estimula os autores a escrever sobre o que às vezes tinha vontade, mas acabava se deparando com um grande receio de ter sua obra julgada por um moralismo muitas vezes mal dosado. Grandes obras eróticas sempre existiram, mas trabalhos como os de E. L. James e Sylvia Day estão realmente abrindo as janelas de oportunidades para que as pessoas possam se expressar mais
quanto ao seu próprio erotismo. Antigamente pessoas tinham vergonha de comprar um livro que falasse abertamente sobre sexo; hoje vejo pessoas lendo esses livros tranquilamente em qualquer lugar, e isso é fantástico.

- Os personagens são inspirados em alguém real?

Fisicamente sim, os protagonistas são uma combinação visual de alguns atores que brotam a minha fantasia e a de algumas várias amigas. O livro surgiu de uma brincadeira e por isso mesmo gostava de dar um rosto aos personagens, então muitas pessoas irão reconhecer que Tom Esquivel é uma deliciosa combinação entre Tom Welling e Manuel Ferrara, e Erica Stone é uma mistura de Erica Durance com Stoya, sendo Ferrara e Stoya dois atores da indústria pornográfica... A inspiração é meramente física e performática, no entanto; psicologicamente, os personagens não possuem qualquer relação com pessoas reais. Contudo, gosto de imaginar que todos nós temos um pouco de Esquivel e de Stone...

- Como escolheu a cidade que se passa a história e os personagens?

Nova Suburbia é uma cidade fictícia levemente inspirada em Harvard no que diz respeito a ser uma cidade universitária, mas as semelhanças ficam por aí. Preferi criar um lugar fictício porque me dá uma grande liberdade em termos de cenários. Nova Suburbia é uma pequena cidade universitária e litorânea, próxima a várias ilhas e isso me permite ter os espaços necessários ao desenrolar dos mistérios da história. Já os personagens surgiram do próprio contexto. Queria um cenário médico articulado a um Clube voyeur, então a maioria dos personagens do livro são cirurgiões, mas não todos. O legal é que estes personagens vão aos poucos se tornando acessíveis ao leitor, tendo seus pontos de vista incorporados à história.

- O que espera daqui para frente?

Primeiro, que as pessoas leiam e gostem do livro tanto quanto eu gostei de escrevê-lo, que possam trocar ideias sobre a história, mergulhar nesse mundo que criei e que agora compartilho com todo mundo! Espero também que o Clube de Vênus possa abrir mais portas para meu trabalho e para a Editora Modo como um todo, que nos ajude a conquistar mais espaços e estimular ainda mais a literatura nacional. No mais, o que realmente espero é poder continuar escrevendo e escrevendo, pois é o que realmente amo fazer!


- Fale um pouco mais sobre você....

Eu sou uma carioca de gostos simples, eu curto a tranquilidade e o prazer de estar com os amigos em um fim de tarde, um bom chocolate e o barulho do mar, gosto de ler tanto quanto gosto de escrever e sempre tenho um livro comigo, além de lápis e meu bom e velho caderno amarelo... Eu sou pesquisadora de relações internacionais nas horas vagas e dou aulas de negócios internacionais, entre outras coisas, todas as noites, e são noites
incríveis porque adoro estar com pessoas e compartilhar ideias, adoro contar piadas, ensinar e aprender, um ciclo contínuo de aprendizagem. Estou me aproximando dos 29 anos, os quais completarei agora em novembro. Sou escorpiana e as características do signo normalmente se aplicam à minha personalidade, é bem verdade. Clube de Vênus é a prova viva disso!

- Nos diga quais são as dificuldades de uma autora nacional iniciante publicar seu livro no Brasil?

Tornar seu trabalho conhecido, sem dúvida. Por melhor que seu livro seja, ele cairá no esquecimento se você não investir em sua divulgação. E não é vergonha nenhuma para um autor fazer seu próprio marketing. Todo escritor deseja que seu trabalho seja lido, e para isso é preciso dar o primeiro passo: investir na divulgação da sua obra usufruindo das ferramentas que temos disponíveis hoje. É preciso fazer o livro ser lido antes de tudo e para mim esta é a parte mais difícil em ser iniciante. E claro, podem ler seu livro e achar ruim, mas aí já é outra história!

- Fale-nos um pouco mais sobre CLUBE DE VÊNUS

Clube de Vênus conta a história de um jovem cirurgião, Tom Esquivel, um cara bonitão e simples, casado, tranquilão... Que tem como única emoção na vida a sua vida profissional em um super hospital na cidade universitária de Nova Subúrbia. Os problemas de Tom começam quando ele conhece sua nova chefe, uma femme fatale misteriosa chamada Erica Stone, e Erica carrega um grande segredo que Tom começa a investigar ao mesmo tempo em que se envolve no perigoso jogo de sedução dela. Esse jogo e suas investigações o levam ao Clube de Vênus, que aparenta ser um simples clube de sexo, mas acaba escondendo sob suas máscaras muitos mistérios... Mistérios que Tom Esquivel tentará desvendar em prol de conseguir o maior prêmio de todos: Erica.

É um livro erótico com um tom de suspense e uma pitada de romantismo, junto a doses cavalares de sexo. Literalmente, cavalares.

- Deixe um recado para os leitores

Obrigada IMENSAMENTE por compartilharem um instante de suas vidas aqui comigo lendo esta entrevista e parabéns por fazerem parte dessa maravilhosa família de leitores! Ler é VIDA! Espero que gostem de Clube de Vênus e qualquer coisa, estou no facebook e twitter pronta para receber suas impressões! Para os que moram em Salvador, convido-os a participar da Mochila Literária, um evento que será realizado dia 16 de novembro às 16h na Livraria Saraiva do Salvador Shopping e eu estarei lá junto a vários outros autores! E para quem vai a Bienal de São Paulo ano que vem, nos vemos lá também! Beijos e desejo a tod@s um grande final de 2013!

Por se tratar de um livro erótico, recomendamos a leitura apenas a maiores de 18 anos.

Espero que tenham gostado e comentem.



30 julho 2013

Entrevista: Juliet Marillier

Boa tarde estrelas,

Confiram a entrevista com Juliet Marillier, autora da trilogia Sevenwaters, que nossa parceira Editora Butterfly nos enviou:

Autor: Marillier, Juliet
Editora: Butterfly Editora
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance


Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era lei e a magia uma força da Natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos, vítimas de uma terrível maldição que os transformou de bravos guerreiros em belos cisnes selvagens...
O domínio de Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e criaturas encantadas, além dos sábios druidas, que deslizam pelos bosques vestidos com seus longos mantos... 
Os invasores da floresta, os salteadores de além-mar, os bretões e os vikings, estão todos decididos a destruir este lindo paraíso. Porém, o mais urgente para os guardiões de Sevenwaters é destruir o mal sombrio que se introduziu em seu domínio: Lady Oonagh, uma feiticeira, bela como o dia, mas com um coração negro como a noite. 
Landy Oonagh conquista Lorde Colum, mas não consegue encantar a prudente Sorcha e seus bravos irmãos. Frustrada por não conseguir destruir a família, ela aprisiona os jovens guerreiros com um feitiço que somente a força silenciosa de Sorcha pode quebrar. Se falhar, todos continuarão encantados e morrerão!
Mas os seres da floresta veem Sorcha como sua filha e a colocam sob a guarda de um destemido guerreiro, porém o preço dessa proteção é abandonar a segurança de tudo o que conhecia para seguir até terras estrangeiras e hostis... Em pouco tempo, a jovem se vê dividida entre o seu dever, que significa a quebra da maldição que aprisiona seus irmãos, e um amor cada vez mais forte, e proibido, pelo guerreiro que lhe prometeu proteção.

Autor: Marillier, Juliet
Editora: Butterfly Editora
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance


“Filho das Sombras” narra à história da jovem Liadan, que, tal como a sua mãe, Sorcha, herdou a habilidade de falar com os espíritos da floresta, os quais lhe segredam que ela deve permanecer, para sempre, em Sevenwaters, se quiser que as ilhas Sagradas sejam retomadas dos bretões. A Irlanda está numa avassaladora guerra, onde um misterioso homem é temido e reconhecido como um mercenário feroz. E, assim como sua mãe no passado, ela acaba por ser capturada e sente-se cada vez mais atraída pelo ser das sombras, apesar de saber da maldição da profecia que Seres da Floresta lhe preveniram.


Sobre a autora:

Juliet Marillier nasceu em Dunedin, na Nova Zelândia, uma cidade com fortes tradições escocesas que a influenciaram profundamente. Graduou-se em Linguística e Música na Universidade de Otago e tem uma carreira variada que inclui o ensino, a interpretação musical e o trabalho em agências governamentais. Sua famosa trilogia Sevenwaters, A Filha da Floresta, O Filho das Sombras e A Filha da Profecia, ganharam vários prémios internacionais e a Juliet foi aclamada como a sucessora de Marion Zimmer Bradley, autora da famosa série literária As brumas de Avalon.


ENTREVISTA

1) O que a motivou a escrever a Trilogia Sevenwaters?

Sempre gostei muito do conto “Os Seis Cisnes”, dos irmãos Grimm. A protagonista da história é uma personagem feminina e forte que demonstra grande coragem, paciência e lealdade à família confeccionando camisas com a fibra de uma planta cheia de espinhos para salvar seus seis irmãos de uma maldição que os transformou em cisnes. E, claro, durante o processo tem que se manter calada a qualquer custo. O mistério da transformação dos jovens em pássaros sempre me fascinou. Eu ficava imaginando o que aconteceria se aquilo acontecesse com uma família de verdade. Quem conseguiria se manter forte? Quem conseguiria resistir a tanto sofrimento? Que tipo de pessoa eles seriam depois de passar por uma experiência assim? Foi tudo isso que descrevi no primeiro livro da série Sevenwaters, “A Filha da Floresta”. E ao escrever, percebi que os acontecimentos viriam a afetar a família por várias gerações. Então surgiu a continuação.

2) Por que a preferência de escrever este tipo de livro? Como foi o processo de criação?

Desde criança gosto de contos de fadas, folclore, mitos e lendas. Passei a vida lendo e estudando este tipo de material e isso acabou influenciando meu trabalho, tanto nos temas que escolho quanto em meu estilo ao escrever. Adoro mesclar alegorias e ideias de histórias antigas com personagens e temas que (acredito) sejam interessantes para o leitor de hoje. Trabalho exclusivamente como escritora, em minha casa, e normalmente produzo um livro por ano (tenho dezesseis romances e um livro de contos publicados). Meu processo normalmente se inicia com uma ideia que pode vir tanto de alguma história que ouço como de uma situação em que me encontro na vida real quanto de uma história de contos de fadas ou de folclore. Começo então a pesquisar para dar ao material detalhes que possam torna-lo convincente e real. Não costumo criar mundos paralelos como faz a maioria dos autores de ficção. Prefiro que minhas histórias se passem em épocas e lugares “reais”. No caso da série Sevenwaters o ar de mistério fica por conta das crenças das pessoas da época sobre um Outro Mundo e as raças místicas da Irlanda. Ao terminar a pesquisa passo então a planejar a estrutura do romance e só então começo a escrevê-lo. Trabalho geralmente em horário comercial, mas como sou minha própria chefe a escala é flexível. Agora, quando o prazo está apertado meu expediente diário pode ser bem mais longo.

3) Na Trilogia Sevenwaters as histórias são em 1ª pessoa, contadas por personagens femininas (Sorcha, Liadan e Faine). Algum motivo especial?

Nesta série, em especial (que agora deixou de ser apenas uma trilogia com o lançamento de mais três livros, também narrados em primeira pessoa e por personagens femininas) senti que seria a melhor maneira de contar as histórias. Permite ao leitor se identificar plenamente com a protagonista. E, no caso de Sorcha, foi ideal porque quase não há falas, apenas sua voz interior. Os livros da série Sevenwaters descrevem a jornada pessoal das personagens principais.

4) Dos personagens da Trilogia Sevenwaters há algum com o qual se identifica? Por quê?

Não me identifico com algum personagem em especial, embora Liadan (de “O Filho das Sombras”) seja a mulher que eu gostaria de ser, com toda a sua coragem e persistência!

5) Como você se sente diante do sucesso da trilogia?

Fico maravilhada! “Filha da Floresta” foi meu primeiro romance e creio que a história de Sorcha tocou os corações dos leitores e os levou a acompanhar a saga das três gerações da família de Sevenwaters. Escrevi outros livros, mas esta série é a que mais faz sucesso até hoje. Os leitores vivem me pedindo para escrever mais!

6) Já considerou a ideia de transformá-la em filme?

Todo mundo me pergunta isso. Sim, já pensei no assunto, mas um autor não tem como fazer um filme sozinho. É preciso que alguém adquira os direitos cinematográficos para investir no projeto. Espero que isso aconteça um dia.

7) Os leitores ficaram muito felizes com a publicação da Trilogia Sevenwaters no Brasil. Teria planos de visitar nosso país e conhecer seus fãs brasileiros?

Adoraria visitar o Brasil (e, principalmente, ver a Austrália jogar na Copa do Mundo!). Mas ainda é só uma ideia. Neste momento estou me dedicando em tempo integral a meu próximo livro e não tenho como fazer uma viagem mais longa. Mas seria maravilhoso conhecer meus leitores brasileiros e esse país maravilhoso. Dizem que suas histórias e folclore são fascinantes. Estou aberta a convites.

8) Que mensagem você gostaria de transmitir a seus leitores brasileiros?

Olá a todos! É muito bom ver meus livros publicados no Brasil com capas tão bonitas e toda a campanha de publicidade da Editora Butterfly. Sei que tenho leitores dedicados que esperaram bastante para ver a série Sevenwaters. Espero que gostem de “Filho das Sombras”. Eu, particularmente, gosto muito do protagonista desta história. E quem gosta de tatuagens com certeza também vai gostar.

29 julho 2013

Entrevista: Nicolaj Frobenius

Olá estrelas,

Vejam abaixo o mais novo lançamento de nossa parceira Geração Editorial, "Vou lhe mostrar medo", assim como a entrevista com o autor NIKOLAJ FROBENIUS.

Vou lhe mostrar o medo
Autor:  Nicolaj Frobenius
Tradução: Eliana Sabino
Gênero: Romance
Acabamento: Brochura
Formato:  15,6 x 23 cm
Págs: 296
Peso: 410gr
ISBN: 9788581301099
Selo: Geração
Preço: R$ 39,90


Edgar Allan Poe, o célebre poeta e autor de histórias de terror, bem como criador do gênero policial na literatura, é o protagonista deste romance de suspense psicológico, que discute os limites da criação literária e a responsabilidade moral da arte. Nele vemos o jovem escritor norte-americano afligido pela pobreza, angustiado com a enfermidade da sua frágil esposa e assombrado por um maníaco que comete assassinatos inspirados nos seus escritos, além de sabotado em sua carreira pelo crítico literário Griswold, que lhe dedica um misto de admiração e ódio.Publicado em toda a Europa, traduzido em dez idiomas e plagiado por Hollywood, este romance premiado marca a estreia, no Brasil, de Nikolaj Frobenius, um dos grandes expoentes da moderna literatura norueguesa.

ENTREVISTA


Como e quando teve início a sua fascinação por Edgar Allan Poe?
A primeira vez que ouvi um conto de Edgar Allan Poe foi durante uma viagem que fiz com meu pai quando eu tinha 13 anos. Era outono e fomos para um chalé no bosque, na região leste da Noruega. Estávamos em meados de outubro e o clima encontrava-se úmido e sombrio. O chalé era isolado, não havia eletricidade e a atmosfera era soturna — perfeita para uma historinha horripilante. Não havia TV e nem radio no chalé, nenhum acesso a entretenimentos modernos, mas ao anoitecer meu pai tirava um livrinho da estante e lia um conto para mim. A história era incrivelmente simples, sobre um homem que vagueia pelas ruas da velha Londres, observando as pessoas, entusiasmado com a atmosfera febril da metrópole. Ele se senta num café para descansar. Na multidão à sua frente, vislumbra um homem muito velho percorrendo a praça sem rumo. Por curiosidade começa a seguir o velho através de ruas e vielas estreitas, durante horas. O velho apenas anda e anda, sem direção, sem propósito, e no final o narrador desiste. Não há objetivo, não há motivo algum, apenas caminhar sem fim. Esse é o enredo do conto de Poe “O homem na multidão”. É incrivelmente simples, quase absurdo. Mas o modo como foi escrito, o terror reprimido do narrador e as aleias escuras da velha Londres, causaram uma tremenda impressão em mim quando eu era garoto. Continuei a ler os contos de Poe e, mais tarde, interessei-me também por seus ensaios e poemas. Seus contos são de suspense psicológico e acho que foi essa combinação que me fascinou: o horror da alma.
 O seu livro traz uma ligação bastante sutil entre Griswold, Poe e Samuel, o assassino. Griswold condena Poe por ser amoral como escritor e como poeta, ao passo que Samuel — o homem que comete assassinatos sangrentos inspirado pelos contos de Poe — é um personagem completamente amoral. Seria isso um modo sutil de sugerir que Griswold tinha razão em sua opinião de que a poesia deve sempre ter uma justificação moral?
No que se refere a Samuel, acho que as ações dele dificilmente podem ser compreendidas como algo além de um terrível mal-entendido. Mas creio que também demonstra a vulnerabilidade da literatura. Não existem garantias, para o escritor, de que ele será entendido, e textos às vezes podem ser mal interpretados de formas muito destrutivas. Mas há outra camada no romance que se ocupa — como você mencionou —, do subtexto amoral dos escritos de Poe. Assim, embora Samuel Reynolds seja com certeza o tipo de fã obcecado que nenhum autor deseja ter, ele foi influenciado pelo elemento misantrópico do universo de Poe. A atmosfera de perigo nos contos de Poe também está associada aos elementos de violência e horror da sua ficção, ele tem um autêntico instinto para isso. O que talvez explique por que Poe continua sendo um escritor tão controverso.
 Quem são seus escritores favoritos e de que modo eles inspiram você?
Li Edgar Allan Poe quando adolescente, juntamente com Dostoievski e William Faulkner. O material “dark”. Mais tarde, passei a ler de forma mais abrangente e tive uma forte queda por escritores sul-americanos, como Borges e Bolano. Sempre apreciei o gênero noir e recentemente li muita coisa do escritor norte-americano de literatura pulp David Goodis. Sujeito perturbado. Escreve formidavelmente.
 A sua ideia para o romance Vou lhe mostrar o medo é exatamente a mesma do filme O corvo, que estrelou John Cusack no papel de Poe, mas o seu nome não foi mencionado nos créditos. Foi plágio ou você fez algum tipo de acordo com os produtores do filme?
Bom, às vezes acontece de você ter uma ideia realmente boa e então alguém a retalha toda e finge que é dele. Isso não contribui muito para a minha boa opinião sobre a humanidade, mas não há dúvida de que existem por aí abutres à procura de ideias para adotar, roubar e devorar. Na verdade, o filme foi bem decepcionante, a ideia acabou sendo melhor que o próprio filme, o que me parece justo: se você rouba as ideias dos outros, receberá algum tipo de castigo no final.
 Não são muitos os autores noruegueses conhecidos dos leitores brasileiros. Em sua opinião, quem são os melhores autores da Noruega e o que você tem a dizer sobre deles?
A Noruega é um país pequeno, mas somos abençoados com uma literatura bastante rica, tanto tradicional quanto contemporânea. Knut Hamsun, o Dostoievski norueguês, Henrik Ibsen e Sigrid Undset são provavelmente os escritores noruegueses mais célebres. O bom a respeito da literatura norueguesa contemporânea é que existem realmente muitos estilos e perfis, há escritores jovens que mergulham na vida privada do aqui e agora, mas existem também alguns que procuram dar vida nova a gêneros antigos, como o noir, o romance político, etc.
 Você está com algum projeto novo no momento? Pode falar a respeito?
Estou concluindo um novo romance, intitulado A maldição. É um romance sobre um romancista que escreve um romance autobiográfico a respeito da infância dele e de um incidente particular em que uma escola foi incendiada. O culpado é expulso da escola e, mais tarde, dado como morto. Porém, muitos anos depois, o piromaníaco volta para se vingar do modo como foi retratado no romance, e o romancista é lenta porém inevitavelmente envolvido numa teia sinistra. Esse é o enredo, e no momento o meu trabalho consiste em tornar cada frase tão boa quanto possível.

02 julho 2013

Entrevista: Rachel Gibson

ENTREVISTA COM RACHEL GIBSON SOBRE SEU NOVO LIVRO, SIMPLESMENTE IRRESISTÍVEL

Quando e por que começou a escrever livros?Comecei a escrever livros em 1989 quando a minha televisão quebrou. Não tinha muito que fazer, então decidi reescrever E o vento levou para matar o tempo. Depois que reescrevi o livro com um final feliz, deixei-o de lado e comecei a escrever um romance contemporâneo. 
Você faz muitas pesquisas antes de escrever os seus livros?
Isso depende muito do livro. A série militar que atualmente estou escrevendo (o primeiro livro foi Rescue Me) exige muita pesquisa. Os livros de hockey – como See Jane Score e Any Man Of Mine, também demandou pesquisa, mas não tanta assim. Escrevi uma série baseada em escritores e não tive que fazer pesquisas.
Qual é a coisa mais interessante que encontrou durante a pesquisa dos seus livros? 
A mais interessante, e com certeza a mais memorável, foi quando eu falei com jogadores de hockey gostosões e suados no vestiário deles. Aquele dia eu levantei com o é direito
.
Você se considera uma escritora de chick-lit? O que acha do gênero?Não sou autora de chick-lit. Escrevo romances, mas adoro ler um bom chick-lit. 
Qual é a melhor parte no seu trabalho como escritora?
Economia de tempo e de transporte.
 Saio da cama quando quero. Pego o bule de café e vou até o andar de cima onde está o meu escritório
 Como você faz para que os seus livros sejam tão divertidos? Como mantem o frescor das cenas e diálogos engraçados, como é possível ver em Simplesmente Irresistível?
Nunca foi minha intenção sentar e escrever humor. As pessoas são engraçadas. A vida pode ser engraçada. Eu escrevo sobre pessoas e sobre a vida.
 Por que machões e mocinhas em perigo são frequentes em seus enredos?
Por que machões? Por que não! Toda mulher tem um segredo, que não é tão secreto assim:  fantasia ser resgatada por um homem másculo que não tem escolha a não ser ficar loucamente apaixonado por ela. Não importa o quanto ele tente, ele não pode lutar contra isso...
Qual foi sua inspiração para criar Simplesmente Irresistível?O jogador de hockey Mark Messier. Ele parece um homem primitivo com o capacete enfiado na cabeça. Mas, por alguma razão, o acho sexy. 
Eu li em algum lugar que
 Simplesmente Irresistível é o livro que você mais se orgulha. Por quê? 
Simplesmente Irresistível foi o primeiro livro que vendi em 98, e que ainda vende bem 18 anos depois.
 Os personagens principais são inspirados em pessoas reais?
Não, mais usei minha mãe como um personagem secundário quando escrevi Daisy's Back In Town.
 Quais são suas expectativas em relação aos leitores brasileiros? Por que você acha que seus romances são tão amados por aqui?
Não tenho expectativas em relação aos meus leitores. Só espero que gostem do meu trabalho e  que possam “fugir” comigo por algumas horas. Acho que mulheres em todas as partes do mundo gostam de ler um bom romance.
 Está trabalhando em algum livro no momento?
Estou escrevendo um romance ambientado em Nova Orleans, Louisiana. É bem sexy e picante, com direito a homens machões.

29 junho 2013

Entrevista com Gail Carriger autora de Alma?

Olá estrelas,

Trago a entrevista de Gail Carriger, autora de Alma? Cedida por nossa editora parceira Valentina.




* Irene Moreira, do blog: Saleta de Leitura 
- A sombrinha da Alexia Tarabotti além de ser bem especial e diferente é a sua marca registrada e que deu o nome à série. Pode nos dizer por que escolheu a sombrinha?

Gail Carriger: As sombrinhas, além de fazerem parte do cotidiano das jovens elegantes da época vitoriana, são uma ótima arma, sobretudo quando se tem vontade de dar uma sombrinhada na cabeça de alguém. Além disso, “sombrinha” é uma palavra muito agradável.


- No império Britânico os sobrenaturais conviviam em harmonia com os humanos em virtude de regras impostas evitando com isso o ataque e de se alimentarem de humanos. Já para o americano queimava vivo qualquer um que fosse acusado de sobrenatural. O que a levou a colocar os americanos como inimigos em potencial dos britânicos em relação aos sobrenaturais?

GC: Quis deixar um possível conflito no ar para os livros seguintes.


- O mordomo Floote e o Lorde Akeldama são personagens que nos cativaram durante a história. Seus nomes são bem diferentes e sugestivos. Pode nos explicar em que se inspirou para batizá-los com esses nomes?

GC: Só em pouquíssimas ocasiões o personagem escolhe o próprio nome (Alexia sempre seria Alexia). Na maioria das vezes, os nomes que uso são cookies, ou seja, uma recompensa para o leitor cuidadoso. O nome pode passar aos leitores informações sobre o personagem, sua origem, sua identidade real e seu verdadeiro objetivo ou se relacionar a um aspecto histórico (Tarabotti) ou ainda dar alguma pista ou prognóstico ao seu respeito (Akeldama). Como adoro nomes, brinco com eles, quando possível. Um dia eu gostaria de escrever a história de Alessandro e Floote, mas ainda vai demorar um pouco.


* Aline Polito, do blog Memoirs and Books 
- Você já conhecia ou já trabalhou com o Steampunk antes da série Protetorado da Sombrinha? Utilizou alguma fonte inspiradora para isso?

GC: Comecei a ter contato com o steampunk como movimento estético. Há muito tempo sou fã de roupas de época e do estilo gótico, e o steampunk me atraiu por mesclar ambos de um jeito divertido. Também adoro ver tecnologias antigas serem recicladas e transformadas em jóias, e adoro observar os incontáveis exemplos da incrível criatividade das pessoas nos últimos anos.

* Camila Palmeira, do blog Daily of books
- Em que você se inspirou para construir uma personagem tão autêntica quanto a Alexia?

GC: Alexia é uma solteirona que lida com diversas questões constrangedoras: é filha de italiano (e, ainda por cima, parece ser italiana), lê demais, é desalmada, matou sem querer um vampiro e anda sendo incomodada por um lobisomem grandalhão. Costuma lidar com esses probleminhas dando sombrinhadas nessas criaturas ou conversando com elas, ambas atitudes com resultados desastrosos. Ah, e sua melhor amiga adora usar uns chapéus super espalhafatosos.


* Bianca Carvalho, do blog Amor, Mistério e Sangue
- Quais são suas maiores influências literárias? Há algo de Jane Austen e/ou Agatha Christie nelas? Estou sentindo esse clima ao ler seu livro.

GC: Minhas maiores influências literárias costumam vir de autores como Charles Dickens, Elisabeth Gaskell e P.G. Wodehouse. Também busco inspiração nos deuses do steampunk e da urban fantasy, tais como Jules Verne ou Horace Walpole e, então, recorro à comédia e à narrativa burlesca para lidar com os arquétipos inerentes a cada estilo.


* Gabrielle Alves, do blog Livros e Citações
– Saindo um pouco de O Protetorado da Sombrinha, no início do ano saiu o primeiro volume da saga spin-off, Finishing School, protagonizado por uma garota de quatorze anos. Como será essa nova etapa? Afinal, envolve uma garota de quatorze anos. O humor negro continua?

GC: Todos os meus livros têm aspectos cômicos. Esse lado engraçado é fundamental para mim, como escritora. Até coloquei um bilhetinho na lateral do computador com a frase: “Gail, use o seu senso de humor!” Acho muito melhor fazer as pessoas rirem que chorarem. Quero que os leitores dos meus livros se sintam felizes ― a realidade já é deprimente demais, sem a minha ajuda. Ademais, eu tinha me dado conta de três fatores desconcertantes antes de escrever Alma?: dos contos que escrevi, os únicos que vendiam eram os que tinham aspectos cômicos; tanto o steampunk quanto a urban fantasy costumam ser bastante sombrios; a maioria dos meus autores favoritos era engraçada (PG Wodehouse, Douglas Adams, Terry Pratchett, Jasper Fforde). Achei que estava na hora de dar uma remexida nos gêneros e escrever um livro que incluísse um pouco de tudo do que eu mais gostava: uma heroína de personalidade forte, steampunk, urban fantasy E comédia.


- Todos os steampunks que li envolviam personagens na faixa etária de quinze anos, então por que uma mocinha mais velha, não seria mais fácil uma nos padrões convencionais?

GC: Pelo que li até agora, não creio que seja esse o caso. Então, não tenho como responder a essa pergunta, uma vez que foi feita uma generalização que não corresponde à minha experiência.

- Os direitos de adaptação da saga foram comprados pela Parallel Films há quase um ano. Como você mesma havia dito, é difícil uma adaptação dos livros pelo orçamento sair caro. Houve algum retorno desde que o anuncio foi feito? E, hipoteticamente falando, se a adaptação saísse, qual seria seu cast dos sonhos?

GC: Não tenho notícias recentes a respeito da adaptação para o filme. Dê uma olhada em: http://gailcarriger.livejournal.com/208802.html. Fiz um post com o elenco dos meus sonhos para um filme, aqui: http://mybookthemovie.blogspot.com/2009/09/gail-carrigers-soulless.html

– Lorde Akeldama é um vampiro com interesses bastante peculiares, alguns que não eram aceitos até bem pouco tempo atrás. Você recebeu alguma crítica negativa devido a esse personagem em particular?

GC: Lorde Akeldama é um dos meus personagens mais populares. Eu o adoro porque me divirto muitíssimo quando escrevo sobre ele ― aquele seu jeitinho peculiar que requer o uso de itálicos. Só mesmo lendo-o dá para entender por quê.


18 abril 2013

Entrevista - Nicole Peeler "Garota Tempestade"

Olá estrelas,

Trago a entrevista da fofa Nicole Peeler, autora de Garota Tempestade, que foi realizada pela nossa parceira Editora Valentina e alguns blogs parceiros puderam ter suas perguntas respondidas e o Brilho foi um deles!



Sinopse - Garota Tempestade - O Estranho Mundo de Jane True - vol. 1 - Nicole Peeler


Mesmo tendo passado a vida inteira na pequena e conservadora cidade de Rockabill, Jane True, 26 anos, sempre soube que não se encaixava numa sociedade pretensamente normal. Durante um de seus clandestinos nados noturnos no mar congelante, desafiando um perigosíssimo redemoinho, uma descoberta terrível leva Jane a revelações surpreendentes sobre sua herança genética: ela é apenas meio-humana. Agora, Jane precisa penetrar um mundo de mitos e lendas, povoado por criaturas sobrenaturais, aterrorizantes, belas e até mortais. Características que também descrevem perfeitamente Ryu, seu novo “amigo” -- um vampiro poderoso, deslumbrante e hummm, aiii... muuuito SEXY. Nesse mundo, onde há um goblin advogado, um espírito de árvore maquiador, um súcubo dona de boutique, elfos diabólicos, homens inflamáveis, seres híbridos que se transformam em animais selvagens, nada é presumível. Que dirá um romance ao molho pardo. Mas atenção, nunca, nunca mesmo, esfregue a lâmpada do gênio. Entretanto, alguém está matando meio-humanos como Jane. A pergunta que não quer calar é: os assassinatos são fruto de uma mente doentia ou há um plano macabro para exterminá-los? Se você é fã de Sookie Stackhouse, meio-humanos, vampiros sedutores e criaturas sobrenaturais, então se prepare para mergulhar de cabeça nessa deliciosa série de urban fantasy. “Essa garota é uma delícia!” -- Charlaine Harris “Fascinante, SEXY e acelerado como uma tempestade.” Rachel Caine “Uma eletrizante viagem de autodescobrimento repleta mistérios. Está surgindo uma nova febre para os leitores de urban fantasy.” Romantic Times “Uma série paranormal daquelas que você torce para não acabar nunca!” Impact “Esperta e divertida, por vezes sombria. Nicole construiu um mundo fantástico e inesquecível.

Sobre a autora
Nicole D. Peeler é tem licenciatura em Inglês e Literatura pela Universidade de Boston e doutorado em letras Inglês, pela Universidade de Edimburgo.
Ela viveu fora do país, na Espanha e no Reino Unido, e em todo os Estados Unidos. Atualmente, ela reside fora de Pittsburgh, e ensina ficção popular em MFA Seton Hill.Quando ela não está em sala de aula infectando as mentes dos jovens com a sua loucura, ela está escrevendo fantasia urbana e tendo prazer no que mais significa para ela:, amigos, família, viagens.
Ela é também um membro orgulhoso da Liga de Adultos relutante .
Ela adoraria que todos a adicionassem no Facebook (Nicole Peeler) e no Twitter ( NicolePeeler) .

ENTREVISTA
Gabrielle Alves, do blog Livros e Citações (http://www.livrosecitacoes.com) 

– O que te inspirou para fazer personagens tão diferentes, não só fisicamente, mas com personalidades tão exuberantes e doidinhas?

Nicole Peeler: Sempre fui atraída por pessoas com muita personalidade, que enxergam o mundo meio diferente. Então usei as características dos meus amigos para criar os personagens do mundo da Jane. Tenho sorte de conhecer muitas pessoas brilhantes e doidas ao mesmo tempo.


Camila Palmeira, do blog Daily of books (http://dailyofbooks.blogspot.com.br/)

- Dos personagens masculinos que você criou, qual o seu favorito? Algum deles foi inspirado em algum homem “real”?

NP: Eu fiquei muito surpresa em ver como as pessoas gostaram do Gus, o espírito de pedra. Ele está virando um Cult e já tem muitas fãs. Mas o meu favorito para escrever é o Ryu. Ele é um pegador, divertidíssimo. E eu definitivamente já namorei mais que alguns Ryus na minha vida.


Fernanda Cagno, do blog Brilho das Estrelas (http://brihodasestrelas.blogspot.com.br)

– O que te fez querer ser uma escritora?

NP: Eu fui inspirada pela Sookie Stackhouse, escrita pela Charlaine Harris. Li no avião e pensei “Posso fazer isso.” Quando voltei para casa, criei a Jane. Foi bem louco. Seis meses depois eu já tinha um agente, e logo após tínhamos vendido nosso primeiro livro.


Luciana Zuanon, do blog Apaixonada por Romances (http://www.apaixonadaporromances.com.br/)

- Que outros projetos você está trabalhando e que gostaria de nos contar?

NP: Estou trabalhando em dois novos projetos. O primeiro é uma fantasia, mas é mais uma história alternativa que urban fantasy. E o outro é um mistério paranormal. Em breve teremos novos anúncios, se tudo der certo.


Luisa Garrozi, do blog Fome de Livros (http://blog.fomedelivros.com.br/)

– Quais autores você admira e por quê? E quanta pesquisa teve que fazer para criar um mundo tão diferente? Quais fontes você usou?

NP: Eu admiro muitos autores. Nesse momento, minha heroína é Elizabeth Peters, que também escreve como Barbara Michaels. Ela é uma egiptóloga que escreve mistérios e romances góticos. Eu amo os livros dela. Quanto à pesquisa, eu fiz um monte, mas foi tão divertido descobrir sobre essas criaturas que não foi um trabalho chato. Para encontrá-las usei muito a internet, mas também tenho alguns livros que são enciclopédias de seres mitológicos – foram bastante úteis.


Danilo Barbosa, do blog Literatura de Cabeça (http://literaturadecabeca.com.br)

- O que você acha que leva o leitor a gostar de fantasia? Acha que este gênero é um modismo ou algo que perdurará?

NP: Eu acho que sempre existiu. Pense sobre Drácula, Frankenstein e Viagens de Guilliver. Ainda cito a mitologia que existe dentro da história humana. Nós sempre gostamos de elementos fantásticos na ficção e acho que sempre gostaremos.


Andréia Bittencourt, do blog Mon Petit Poison (http://www.monpetitpoison.com)

- Geralmente vemos a protagonista ter entre 16 a 20 anos, por que subir a idade da protagonista para 26? Queria fugir desse estereótipo ou tinha algo (ou vai ter) que impediria de ser contado se fosse mais nova?

NP: Eu queria que a Jane tivesse idade suficiente para que suas decisões fossem importantes, mas ao mesmo tempo em que ainda fosse jovem o bastante para ser inocente. Também queria que a infância traumática fosse relativamente recente, mas que já tivesse amadurecido a ponto de conviver bem com o passado.


Larissa Zorzo, do blog Another Words (http://anothersimplewords.blogspot.com)

- Achei o livro genial, e Jane True me encantou! Assim como ela, você adora nadar no mar? E qual a sua relação com a água?

NP: Eu amo nadar no oceano, apesar de ter crescido nadando em piscinas, já que nasci em Illinois. Meu sonho é algum dia viver perto do oceano de novo. Eu visitei Eastport, no Maine, e achei absolutamente fantástico.


Juliana Pâmela Giacobelli, do blog Praticamente Inofensivo (http://www.praticamenteinofensivo.com.br)

- Você tem algum ser mitológico preferido? E podemos esperar ainda mais seres sobrenaturais que ainda não conhecemos para as seqüências?

NP: Tem um monte de criaturas sobrenaturais em todos os livros e tentei colocar alguns extras a cada volume da série. E amo todos eles, mas os selkies têm um espaço especial no meu coração, por muitas razões.


Rosana Gutierrez, do blog Livrólogos (http://livrologos.com.br)

– Como é o seu processo criativo? Você tem alguma metodologia? Prefere escrever ouvindo música, por exemplo? Ou você deve parar tudo e só escrever?

NP: Minha única metodologia real é que tenho um deadline, um prazo de entrega. Faço um plano detalhado antes de escrever, mas tudo acaba sendo feito na adrenalina do último minuto, já que meu dia é bem ocupado, sendo professora e autora.

– Você sempre quis ser uma escritora? Os seus pais e familiares apoiaram sua decisão?

NP: Eu sempre amei ler, então sonhava em ser uma escritora... Mas eu também sonhei em ser um piloto de avião e uma arqueóloga. Então ainda estou surpresa que acabei onde estou, para ser honesta. E minha família sempre me apoiou. Ajuda, também, que eu tenho um emprego de professora. É duro ganhar a vida atualmente sendo autor.


Irene Moreira, do blog Saleta de Leitura (http://saletadeleitura.blogspot.com)

- A Jane é uma personagem sexualmente liberada e sem preconceitos, sou apaixonada por esse jeitinho dela e acho importante que haja personagens assim na literatura, acho-os necessários para construir um mundo menos preconceituoso. Mas aqui no Brasil, por exemplo, existem muitas pessoas preconceituosas que criticam a homoafetividade, sexo fora do casamento e sem intenção de reproduzir, por exemplo. Você já foi hostilizada ou sofreu alguma crítica por parte dessas pessoas, por ter construído uma personagem tão livre?

NP: Eu sempre levei a vida a mil e fui aberta quanto a valores. Por sorte, nunca sofri com isso. Sou privilegiada, pois tenho ensino superior, venho da classe média, sou branca e etc. Isso significa que consigo me defender. Além disso, as pessoas já me respeitam mais por causa de onde nasci e como fui criada. Então eu tento usar esses privilégios para falar por aqueles cujas vozes estão reprimidas. Acho que os livros da Jane são um pouco políticos, até porque não falam da luta de ser uma pessoa diferente, mas do prazer. Mostram que existe uma forma diferente de viver, fora dos padrões, digamos, caretas. Obrigada pela ótima pergunta.


Thaís Cavalcante, do blog Pronome Interrogativo (http://www.pronomeinterrogativo.com)

– Porque você escolheu o Old Sow como ponto de partida?

NP: O Old Sow é o motivo que todo autor deve pesquisar. Eu queria que a Jane nadasse perto de alguma coisa realmente perigosa, porque ela tinha que perceber que sua natação não era “normal”. Então eu comecei a pesquisar sobre o oceano perto do Maine e encontrei o Old Sow. É real, mas não poderia ser mais esquisito se fosse inventado. Um vórtice mortífero, no meio do oceano, nomeado em homenagem a um porco? Sério? Eu amei a ideia e usei. E praticamente se tornou um personagem na história.


Kel Costa, do blog It Cultura (http://www.itcultura.com.br)

– A Jane vai encontrar a mãe? E como isso vai mudar a relação com o seu pai?

NP: Oooooh, isso é spoiler! Terá que esperar até o livro 3 para descobrir. É a vida!


PERGUNTAS DA EDITORA E ENVIADAS POR LEITORES ATRAVÉS DAS REDES SOCIAIS:

– Qual atriz você gostaria de ver interpretando Jane no cinema?

NP: Eu acho que a Emma Stone faria uma ótima Jane. Ela tem aquele jeito sexy e engraçado, que a torna perfeita para o papel.
– Você usa um monte de referências pop. Quais são seus programas de TV favoritos, desenho, filme, música e revista? 

NP: Eu só FALO do mundo pop. A verdade é que sei muito pouco de cultura pop. Nunca vejo TV, e raramente vejo um filme. Escuto muita música, mas a maioria é meio alternativa. A única revista que leio, se é que pode chamar de revista, é a New York Review of Books. As referências eu acabo pegando com meus alunos. Não me exponho muito à cultura pop porque senão ficaria viciada.
– Jane True é seu primeiro livro publicado no Brasil. O que você sabe sobre o nosso país? Você planeja ou gostaria de vir nos visitar? 

NP: Eu adoraria visita-los, mas admito que conheço muito pouco sobre o Brasil. Definitivamente amaria visitá-los. Já escutei que é maravilhoso e eu AMO viajar. Então me chamem quando quiserem!
– É muito comum na literatura moderna personagens que possuem poderes sobrenaturais ou podem mudar de forma, mas normalmente se usa animais como pássaros ou lobos, algumas vezes até morcegos. De onde veio a ideia de usar uma foca? Porque a foca? Que poder uma foca poderia ter para fazer a Jane ser tão forte? 

NP: Eu tive uma aula de mitologia Céltica quando estava no ensino médio e me apaixonei pelos selkies. Eles são trágicos e bonitos, além de uma ótima metáfora para a mulher jovem que se sente presa entre dois mundos, o que é mais ou menos o que a Jane sempre foi. Quanto à força, eu queria escrever o oposto à heroína fodona. Eu acho muito fácil ser corajoso quando se tem anos de treinamento e máquinas poderosas à sua disposição. Mas ser corajoso quando se é vulnerável? Isso é a verdadeira coragem, e as mulheres mostram esse tipo de resiliência todos os dias. Eu queria recompensá-las por isso.
– Anyan e Jane serão mais que amigos? E a rivalidade entre Ryu e Anyan tem alguma coisa a ver com uma mulher no passado? Se sim, ela vai aparecer algum dia? 

NP: Ooooh, isso são spoilers! Vocês descobrirão mais nos próximos livros, prometo!

– Atualmente no Brasil temos muitos novos autores escrevendo fantasia. Você conhece algum? Tem algum conselho para aqueles que estão tentando escrever?

NP: Meu maior conselho é: ESCREVA! Não se preocupe se é ruim, simplesmente escreva. Quando você tiver muitas páginas, aí você pode voltar e consertá-las, fazê-las melhor. Mas você não pode melhorar alguma coisa que não está no papel. Então escreva, escreva e escreva!
– Por que o Complexo está localizado no Canadá? É uma piada? Não poderia ser em outro lugar? 

NP: Sempre achei engraçado como tudo acontece nos EUA, tanto nos livros como nos filmes. Alienígenas sempre invadem os EUA, vampiros sempre tentam dominar o mundo começando por Manhattan. Então eu tentei fazer coisas importantes acontecerem em outros lugares. Além disso, meus seres sobrenaturais não têm as mesmas fronteiras que os humanos, então eu criei o Complexo no Canadá. E Jane ama poutine*, então deu tudo certo.

*Comida típica canadense

Gostaram da entrevista, ela realmente é uma grande e inteligente escritora, comentem.



30 março 2013

Lori Foster no almanaque Saraiva

Bom dia estrelas,

Confiram a entrevista da diva Lori Foster para o Almanaque Saraiva:

ROMANCE, AÇÃO, SUSPENSE E MUITA SENSUALIDADE


"Diversão, entretenimento, você pode chamar de diversas formas. O fato é que merecemos ser felizes, com livros bem escritos, que façam o leitor se identifcar e ficar com um sorriso no rosto" afirma Lori Foster, escritora norte-americana autora de Farsante, um dos livros de estréia da série ROMANCES  SARAIVA, lançada em parceria com a HARLEQUIN BRASIL. Dividida em 5 selos, Paixão, Modern, Sussurro, Romances Históricos e Rainhas do Romance, a nova série traz obras de autoras consagradas no segmento de romances para o público feminino e reunem ingredientes que alimentam o imaginário das mulheres: amor e sexo.

A variedade de temas, os cenários, os personagens e as histórias de amor intensas e surpreendentes são ingredientes certos para a história começar. O Almanaque Saraiva conversou com exclusividade com a autora Lori Foster, que nos contou um pouco sobre a sua literatura. Acompanhe a entrevista:

Você escreve histórias que prezam o romance e a sensualidade. Qua, o segredo para boas histórias neste gênero?

Não tenho um segredo - os personagens chegam até mim e eu escrevo sobre eles.

Como você cria as suas histórias? O que lhe inspira?

A vida me inspira. As pessoas e seus tipos únicos. Gosto muito de escrever sobre triunfos, sobre viver a vida e superar obstáculos para chegar a um final feliz. Penso que a maioria das pessoas pensam que os problemas irão ocorrer - ninguém vive sem passar por momentos difíceis. Mas é como lidamos com isso o que nos faz fortes. Gosto de colocar essas histórias no papel e gosto mais quando elas fazem sucesso entre os leitores. 

Você chegou a publicar 10 livros em apenas um ano. É um número e tanto. Você se considera uma escritora obsessiva?

Absolutamente. Sou uma pessoa melhor escrevendo. Sou uma pessoa mais relaxada e mais organizada. Não escrevo mais livros agora porque meus romances passaram a ser mais desenvolvidos, com personagens secundários e subplots, de modo que levo mais tempo trabalhando em uma única história. Além disso tenho muitas promoções e compromissos que reduzem meu tempo para escrever. Mas isso também impulsiona a minha criatividade, vai equilibrando.

Para você o que é o mais fácil e o mais difícil para escrever?

O começo de um livro, os personagens é a parte mais fácil. Os personagens aparecem já completos para mim. Fico logo com pressa de colocá-los no papel. Mas os finais... amarrar todos os detalhes e ter certeza de que não deixei nenhum drama aberto... isso toma muito do meu tempo.

Você escreve também sobre o universo paranormal. Você já viveu experiências desse tipo? O que despertou interesse pelo assunto?

Eu assisto a muito filmes. Sentada ali, entrando em uma história visual, é o único momento em que não estou criando histórias para os meus livros. Meus filmes preferidos são os de horror. Um filme medíocre de horror é melhor para mim do que um bom drama. Não sou fã de épicos ou dos chamados chick-flicks (romances água com açucar). Horror em primeiro lugar depois a ação. E por gostar tanto, decidi escrever sobre isso. Em breve eu espero poder escrever mais sobre fantasias urbanas.

Até agora seus livros não foram adaptados para o cinema. Isso é algo que você gostaria?

Eu adoraria ver a minha série Men Who Walk The Edge of Honor  ser adaptada. Acho que as histórias falam sobre um problema da sociedade contemporânea, o tráfico humano. Os livros mostram que, mesmo quando coisas muito trágicas acontecem nas nossas vidas, o amor pode curar a alma.

Na música e no cinema, que são seus preferidos?

Adoro Kid Rock - tenho várias músicas dela na minha playlist e gosto de ouvi-lo enquanto escrevo. Korn também é um dos meus favoritos. Cage the Elefant é uma boa música! Se eu tivesse um livro adaptado para o cinema, gostaria de ver Timothy  Oliphant como um dos heróis, ou Emma Stone como protagonista. Entre os filmes, meus preferidos incluem A Fuga Perfeita, Uma História de Violência, Alien e O Predador, O Chamado e Abismo do Medo.

O que você destacaria como pontos altos da sua carreira?

Uma grande coisa foi ser citada em uma das respostas nas palavras-cruzadas do The New York Times e do USA Today, além de ter visto a Ellen DeGeneres lendo um dos meus livros durante a gravação do seu programa. Hilário!



Lori Foster é uma escritora norte-americana que já lançou dezenas de livros que misturam romance, suspense e sensualidade. Além disso, como ela mesma diz, tem um lado negro, com o qual publica seus títulos de fantasias urbanas.
A escritora, best-seller em listas como as dos jornais The New York Times e USA Today, é um dos nomes da nova série de livros Romances Saraiva, parceria entre a Saraiva e a Harlequin Brasil. Os autores escolhidos trazem histórias nas quais os ingredientes básicos são amor e sexo. 




Gostaram da entrevista? Comentem.


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