Olá estrelas,
Firmamos mais uma grande parceria e também trago a entrevista com a autora nacional
Cristina Frentzen, que publicará em breve
"Clube de Vênus" pela também nossa parceira Modo Editora. O livro ainda não tem data de lançamento, mai possivelmente será em 2014. Confiram sinopse, informações da autora e entrevista.
Dr. Tom Esquivel é cirurgião residente do principal hospital de Nova Suburbia e leva uma pacata vida de casado. Quando recebe o chamado para uma consulta de rotina, sua vida muda drasticamente. Ele conhece Dra. Erica Stone, sua nova chefe que guarda um segredo a sete chaves, disposta a compartilhar com Tom em troca de algo que ele anseia mais do que tudo: ela.
Leia
aqui o prólogo e o 1º capítulo.
Sobre a autora:
Cristina Frentzen é carioca e atualmente mora em Salvador. Tem 28 anos e escreve sobre gêneros que vão da fantasia e ficção científica ao erotismo. Atualmente, trabalha na divulgação de sua obra "Clube de Vênus".
Cristina Frentzen nas redes sociais:
Twitter: https://twitter.com/kfrentzen
Facebook: https://www.facebook.com/kfrentzen
Skoob: http://www.skoob.com.br/autor/7278-cristina-frentzen
ENTREVISTA
- Como é ser uma autora nacional em um país que ainda pouco incentiva e ajuda seus autores?
Há sentimentos de frustração e desafio que costumam andar juntos quando eu penso essa questão. A frustração obviamente vem quando você observa a quantidade de obras internacionais no mercado brasileiro em contraste ao pouco número de obras nacionais e o preço exorbitante da maioria dos livros graças aos tributos. Não é fácil ser autor no Brasil quando você considera a perspectiva comercial, mas é importante considerar as mudanças que as tecnologias da informação proporcionaram ao mundo literário, particularmente no Brasil. Se, por um lado, os autores nacionais não possuem muitos incentivos para publicar seus trabalhos pela forma tradicional, por outro a revolução das redes sociais e do e-commerce permite que estes autores possam encontrar outros canais para publicar e divulgar seus livros. É fantástico o que sites como a Amazon oferecem hoje através do kindle, por exemplo, permitindo a um autor disponibilizar sua obra e comercializá-la de forma totalmente autônoma. Quando você soma a isso ferramentas como o facebook, twitter, os blogs de um modo geral... É um avanço importante e muda a cara da indústria, a torna mais versátil, permitindo aos autores que possam ter uma chance.
Por outro lado, eu vejo que ser uma autora no Brasil é um desafio e uma prova de amor ao que se faz. Independente das dificuldades impostas pelo mercado literário, pela falta de acessibilidade do público à obra, etc, quando você realmente gosta do que faz, encontra meios de seguir em frente, e cada desafio vencido tem um gosto mais do que especial. O grande público brasileiro ainda tem dificuldades de acesso a muitas obras, pouco hábito de leitura e, às vezes, uma preconcepção cultural negativa em relação às artes nacionais de modo geral. São questões desafiadoras que precisam ser revistas e consideradas pelos autores, de modo a encontrar estratégias para vencê-las, revertê-las. É um desafio, e ser um autor nacional é estar ciente de que junto à diversão de escrever e publicar, vem também o dever de contribuir positivamente para essa luta em prol da literatura nacional.
- Por que você resolveu começar a escrever e de onde vem a inspiração?
Escrevo desde nova, meus primeiros poemas e estórias datam dos oito anos de idade. Sempre fui aquele tipo de criatura que não podia ver papel e lápis e já estava rabiscando alguma coisa, e isso cresceu com o tempo. Dividia o tempo em escrever textos totalmente originais e também fanfics sobre minhas séries favoritas, o que fez meu estilo de escrever ficar conhecido entre os amigos. Comecei a escrever alguns livros, mas acabei deixando de lado para seguir com a faculdade, alguns projetos que me consumiram bastante em termos de tempo e motivação, e por alguns anos acabei não dando tanto espaço à literatura. Esse “tempo perdido” me entristeceu bastante, e decidi então, de uns quatro anos para cá, que não voltaria a acontecer. Decidi então colocar a escrita como prioridade, pois é o que amo de verdade e sempre me sinto
totalmente feliz quando estou imersa no mundo das palavras...
Minhas maiores inspirações vêm da arte em geral, principalmente da música e do cinema. Sou amante de leitura e sempre que quero resgatar o tesão pela escrita, leio algo de meus autores favoritos. Música é o que me acompanha ao longo do processo, então se preciso escrever algo romântico, coloco uma música no estilo, e por aí vai. Tenha medo do que ouvi enquanto escrevia Clube de Vênus kkk! Normalmente são músicas instrumentais, que me acalmam e me fazem mergulhar no enredo. O cinema também exerce um poder muito forte sobre mim. Sempre que assisto um bom filme, fico empolgada para escrever, é automático! E se for um filme sobre escritores então, nossa! Ver “As Horas” e “Meia Noite em Paris” são momentos mágicos e imediatamente me deixam em um estado de graça para a escrita!
E sim, eu tenho aqueles momentos onde simplesmente caminho pela rua observando as pessoas e as coisas. E a ideia simplesmente vem... É incrível quando acontece, nossa...
- Quantos livros já escreveu?
Tenho algumas obras não publicadas e muitos escritos soltos, gaveta de escritor é sempre um lugar tumultuado! Poderia dizer que, completos, tenho outros dois livros anteriores a Clube de Vênus. Um deles foi retirado da gaveta para revisão e pretendo publicá-lo após CdV, trata-se de um romance com doses de terror e fantasia. É um pequeno bebê de 600 e poucas páginas, rs.
- Por que o gênero erótico? Pelo sucesso que tem feito atualmente?
O erotismo é um gênero que me atrai como leitora e como escritora, mas não se apresentava como uma opção para mim até Clube de Vênus. Admiro algumas obras de autores mais antigos, como Anaïs Nin, por exemplo, mas nunca me imaginei publicando um livro que fosse reconhecido pelo seu teor hot. Gosto de escrever coisas eróticas, mas foi somente diante do convite da Adriana Vargas, Editora da Modo, que considerei realmente a possibilidade de publicar algo do gênero, de deixar as fantasias mais quentes fluírem na forma de palavras. De fato, trabalhava no livro das 600 e poucas páginas quando a Adriana chegou e disse que tinha interesse em publicar Clube de Vênus, na época um conto na forma de série com sessenta páginas para o deleite das amigas. Olhei para o que havia criado e pensei, ‘por que não’? Dali pra frente, as coisas simplesmente aconteceram...
O que me deixa feliz em relação ao sucesso do gênero erótico hoje é que está ajudando a derrubar muitas das barreiras que o próprio gênero possui, as pessoas estão tomando mais liberdade em ler sobre o erotismo, o que estimula os autores a escrever sobre o que às vezes tinha vontade, mas acabava se deparando com um grande receio de ter sua obra julgada por um moralismo muitas vezes mal dosado. Grandes obras eróticas sempre existiram, mas trabalhos como os de E. L. James e Sylvia Day estão realmente abrindo as janelas de oportunidades para que as pessoas possam se expressar mais
quanto ao seu próprio erotismo. Antigamente pessoas tinham vergonha de comprar um livro que falasse abertamente sobre sexo; hoje vejo pessoas lendo esses livros tranquilamente em qualquer lugar, e isso é fantástico.
- Os personagens são inspirados em alguém real?
Fisicamente sim, os protagonistas são uma combinação visual de alguns atores que brotam a minha fantasia e a de algumas várias amigas. O livro surgiu de uma brincadeira e por isso mesmo gostava de dar um rosto aos personagens, então muitas pessoas irão reconhecer que Tom Esquivel é uma deliciosa combinação entre Tom Welling e Manuel Ferrara, e Erica Stone é uma mistura de Erica Durance com Stoya, sendo Ferrara e Stoya dois atores da indústria pornográfica... A inspiração é meramente física e performática, no entanto; psicologicamente, os personagens não possuem qualquer relação com pessoas reais. Contudo, gosto de imaginar que todos nós temos um pouco de Esquivel e de Stone...
- Como escolheu a cidade que se passa a história e os personagens?
Nova Suburbia é uma cidade fictícia levemente inspirada em Harvard no que diz respeito a ser uma cidade universitária, mas as semelhanças ficam por aí. Preferi criar um lugar fictício porque me dá uma grande liberdade em termos de cenários. Nova Suburbia é uma pequena cidade universitária e litorânea, próxima a várias ilhas e isso me permite ter os espaços necessários ao desenrolar dos mistérios da história. Já os personagens surgiram do próprio contexto. Queria um cenário médico articulado a um Clube voyeur, então a maioria dos personagens do livro são cirurgiões, mas não todos. O legal é que estes personagens vão aos poucos se tornando acessíveis ao leitor, tendo seus pontos de vista incorporados à história.
- O que espera daqui para frente?
Primeiro, que as pessoas leiam e gostem do livro tanto quanto eu gostei de escrevê-lo, que possam trocar ideias sobre a história, mergulhar nesse mundo que criei e que agora compartilho com todo mundo! Espero também que o Clube de Vênus possa abrir mais portas para meu trabalho e para a Editora Modo como um todo, que nos ajude a conquistar mais espaços e estimular ainda mais a literatura nacional. No mais, o que realmente espero é poder continuar escrevendo e escrevendo, pois é o que realmente amo fazer!
- Fale um pouco mais sobre você....
Eu sou uma carioca de gostos simples, eu curto a tranquilidade e o prazer de estar com os amigos em um fim de tarde, um bom chocolate e o barulho do mar, gosto de ler tanto quanto gosto de escrever e sempre tenho um livro comigo, além de lápis e meu bom e velho caderno amarelo... Eu sou pesquisadora de relações internacionais nas horas vagas e dou aulas de negócios internacionais, entre outras coisas, todas as noites, e são noites
incríveis porque adoro estar com pessoas e compartilhar ideias, adoro contar piadas, ensinar e aprender, um ciclo contínuo de aprendizagem. Estou me aproximando dos 29 anos, os quais completarei agora em novembro. Sou escorpiana e as características do signo normalmente se aplicam à minha personalidade, é bem verdade. Clube de Vênus é a prova viva disso!
- Nos diga quais são as dificuldades de uma autora nacional iniciante publicar seu livro no Brasil?
Tornar seu trabalho conhecido, sem dúvida. Por melhor que seu livro seja, ele cairá no esquecimento se você não investir em sua divulgação. E não é vergonha nenhuma para um autor fazer seu próprio marketing. Todo escritor deseja que seu trabalho seja lido, e para isso é preciso dar o primeiro passo: investir na divulgação da sua obra usufruindo das ferramentas que temos disponíveis hoje. É preciso fazer o livro ser lido antes de tudo e para mim esta é a parte mais difícil em ser iniciante. E claro, podem ler seu livro e achar ruim, mas aí já é outra história!
- Fale-nos um pouco mais sobre CLUBE DE VÊNUS
Clube de Vênus conta a história de um jovem cirurgião, Tom Esquivel, um cara bonitão e simples, casado, tranquilão... Que tem como única emoção na vida a sua vida profissional em um super hospital na cidade universitária de Nova Subúrbia. Os problemas de Tom começam quando ele conhece sua nova chefe, uma femme fatale misteriosa chamada Erica Stone, e Erica carrega um grande segredo que Tom começa a investigar ao mesmo tempo em que se envolve no perigoso jogo de sedução dela. Esse jogo e suas investigações o levam ao Clube de Vênus, que aparenta ser um simples clube de sexo, mas acaba escondendo sob suas máscaras muitos mistérios... Mistérios que Tom Esquivel tentará desvendar em prol de conseguir o maior prêmio de todos: Erica.
É um livro erótico com um tom de suspense e uma pitada de romantismo, junto a doses cavalares de sexo. Literalmente, cavalares.
- Deixe um recado para os leitores
Obrigada IMENSAMENTE por compartilharem um instante de suas vidas aqui comigo lendo esta entrevista e parabéns por fazerem parte dessa maravilhosa família de leitores! Ler é VIDA! Espero que gostem de Clube de Vênus e qualquer coisa, estou no facebook e twitter pronta para receber suas impressões! Para os que moram em Salvador, convido-os a participar da Mochila Literária, um evento que será realizado dia 16 de novembro às 16h na Livraria Saraiva do Salvador Shopping e eu estarei lá junto a vários outros autores! E para quem vai a Bienal de São Paulo ano que vem, nos vemos lá também! Beijos e desejo a tod@s um grande final de 2013!
Por se tratar de um livro erótico, recomendamos a leitura apenas a maiores de 18 anos.
Espero que tenham gostado e comentem.