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04 agosto 2016

[BRILHO NEWS] Editora Valentina convida leitores para leitura coletiva de seu novo lançamento

Olá Estrelas!!!

Vamos aproveitar a novidade e conhecer o mais novo lançamento da Editora Valentina juntos.

Gwen Castle nunca quis tanto dizer adeus à sua ilha natal quanto agora: o verão em que o Maior Erro da Sua Vida, Cassidy Somers, aceita um emprego lá como faz-tudo. Ele é um garoto rico da cidade grande, e ela é filha de uma faxineira que trabalha para os veranistas da ilha. Gwen tem medo de que esse também venha a ser o seu destino, mas, justamente quando parece que ela nunca vai conseguir escapar do que aconteceu – ou da ilha –, o passado explode no presente, redefinindo os limites de sua vida. Emoções correm soltas e histórias secretas se desenrolam, enquanto Gwen passa um lindo e agitado verão lutando para conciliar o que pensou que fosse verdade – sobre o lugar onde vive, as pessoas que ama, e até ela mesma – com o que de fato é. 
Queremos convidar todos os nossos leitores para uma leitura coletiva de Pensei que Fosse Verdade, o novo livro da Huntley Fitzpatrick.

O evento começa dia 15 de agosto e termina dia 15 de setembro. Durante esse período, todas as conversas no evento serão SEM SPOILERS.
Após o dia 15 de setembro, estará liberado destrinchar cada cena, cada conversa, cada detalhe no evento do Facebook! Clique aqui e confirme a sua presença!

Ao longo do mês vamos postar brincadeiras e perguntas para a gente conversar um pouco sobre esse livro enquanto estivermos lendo...
Então convide seus amigos, garanta seu exemplar e...

10 junho 2014

Editora Valentina lança Par Perfeito no fim do mês

Olá estrelas,

Nossa parceira Editora Valentina lançará no fim deste mês Par Perfeito, um chick-lit que promete arrebatar o leitor e muitas risadas, confiram:

PAR PERFEITO - Eleanor Prescott



ISBN:978-85-65859-28-8

PREÇO: R$ 34,90

FORMATO: 16x23 cm

352 páginas

CATEGORIA: Ficção;

PÚBLICO / IDADE: Adulto (18+)

eBOOK: A partir de agosto/14 R$ 22,90

 

O AMOR, ÀS VEZES, PRECISA DE UMA MÃOZINHA!

 Não está sendo fácil encontrar o homem dos seus sonhos? Pois bem, então pare de sair por aí batendo cabeça, entrando em roubadas homéricas e espatifando a cara a cada encontro. Está mais do que na hora de você procurar uma profissional na curiosa arte de encontrar o PAR PERFEITO.

À procura de um grande amor, de um par perfeito? Consulte uma especialista. Para Alice, nunca foi tão fácil encontrar um dois muitos!

Alice Brown, até que provem o contrário, tem o melhor emprego do mundo. Ela é o que antigamente se chamava de casamenteira, uma profissional especializada em encontrar a tão sonhada outra metade da laranja, o grande amor da sua vida, o fogo e a paixão. Alice passa os dias devaneando pela janela, quer dizer, ajudando mulheres a se apaixonar loucamente. Suas clientes, e... ELA TAMBÉM, é claro, estão ansiosas para conhecer um príncipe encantado.

O problema é que é muito mais fácil encontrá-lo para as clientes. E, por falar nelas, a última que apareceu, Kate, está a exatos 569 dias de fazer 35 anos e há exatos cinco anos atrasada nessa missão de vida. A dificuldade é que seus, digamos, padrões, estão fora dos padrões.

Desesperada, isso mesmo, DESESPERADA para encontrar aquele deus grego, lindo, perfeito, romântico, carinhoso, rico, inteligente, bom de cama, atencioso, gostosão e charmoso – UFA, acho que Kate procura um alien! –, ela sabe que sua última esperança chama-se Alice.

Enquanto isso, a própria Alice está tendo problemaços para lidar com sua terrível chefe, a bruxa velha, a megera, a mocreia (mas, argh, ao que tudo parece, muito bem casada) da Audrey, e probleminhas para se deixar apaixonar. E se nada der certo? E se ela falhar com Kate? E se, justamente ela, estiver precisando de uma ajudinha profissional?

A VIDA FICA MUITO MAIS DIVERTIDA QUANDO ABRIMOS AS PORTAS DO CORAÇÃO PARA SURPRESAS.

Sobre a autora:

Eleanor Prescott é apaixonada por chick lit. Trabalhou na MTV (música é mais uma de suas grandes paixões) e depois por dez anos como assessora de comunicação. Vive em Kent, na Inglaterra, com o marido, um filho e duas filhas. Par Perfeito é seu romance de estreia. Visite eleanorprescott.com e descubra mais sobre essa divertida e espirituosa autora.

06 junho 2014

Promoção #Semana IntensaDemais

Olá estrelas,


Em parceria com a Editora Valentina e a Thoughtless Brasil, está no ar a Promoção #SemanaIntensaDemais, para fechar com chave de ouro esta semana! Participe, os ganhadores levarão para casa um kit exclusivo contendo: Livro, Botton, Caneca, Chaveiro e kit de marcadores. mas corram pois a promoção é vákida apenas até 20/06, participe!








a Rafflecopter giveaway

Boa sorte a todos! Curta quote do livro:





04 junho 2014

Intenso Demais

Bom dia estrelas,

Continuando a #SemanaIntensaDemais em parceria com a Editora Valentina e a Thoughtless Brasil, conheçam o Dream Cast dos personagens e mais curiosidades sobre o livro, confiram:





Kellan

“Eu não pude deixar de notar o vocalista primeiro. Ninguém seria capaz de ignorar, ele era lindo de morrer. Tinha olhos intensos que estavam ocupados examinando a multidão de adoradoras aglomeradas em torno da frente do palco. Seu cabelo loiro-castanho era uma bagunça, grossa e selvagem. Era mais longo na parte superior com camadas desgrenhadas embaixo e ele passava a mão por ele de uma forma bastante adorável. Como diria Anna, tinha "cabelo de quarto" Bem, certo, ela iria usar um adjetivo mais cru, minha irmã podia ser um pouco grosseira, mas era o tipo de estilo que parecia que ele tinha acabado de ser violado no quarto dos fundos. Corei quando ocorreu-me que talvez tivesse sido... Enfim, era assustadoramente atraente para ele. Nem todo mundo ficaria bem com essa aparência.

Suas roupas eram surpreendentemente básicas, como se ele soubesse que não tinha que melhorar sua aparência. Sua camisa era apenas uma básica cinza, com as mangas longas dobradas até o cotovelo. Era apertada o suficiente para sugerir que definitivamente debaixo dela havia um corpo fabuloso. Ele usava um jeans preto surrado, botas pesadas. Simples, mas impressionante. Ele parecia um deus do rock.”

“Ele era absolutamente sexy. Infelizmente, ele sabia disso.”

“Onde o corpo de Denny era ótimo, Kellan era simplesmente absurdo. Ele era alto, talvez uns 15 centímetros mais alto do que Denny, e seus músculos eram longos e magros, como de um corredor, eu supunha. E eles eram muito bem definidos. Eu poderia pegar em um marcador e gravar cada linha.”

“Seus olhos, uma sombra impossivelmente profunda de azul, brilharam para mim quando ele inclinou a cabeça ligeiramente para o lado de uma forma distraidamente encantadora. ”

 

Matt e Griffin

“Os dois caras de cada lado do cantor eram tão parecidos que deviam ser parentes, provavelmente irmãos. Eles pareciam do mesmo tamanho, um pouco mais baixos que o cantor, e mais magros, não tão... bem construídos.

Eles tinham o mesmo nariz fino e lábios finos. Um tocava guitarra, o outro tocava baixo e ambos eram razoavelmente bonitos. Possivelmente, se eu os tivesse visto em primeiro lugar, e não o cantor, teria pensado que eram os mais atraentes.”

“O guitarrista estava de bermuda cáqui e uma t-shirt preta com o nome e logotipo de uma banda que eu não conhecia. Seu cabelo era loiro, curto e espetado. Ele tocou um solo difícil com um olhar de concentração em seu rosto, seus olhos claros sacudindo para a multidão de vez em quando, em seguida, voltando para suas mãos.

Seu parente, igualmente com olhos claros e loiro, usava o cabelo mais longo, até o queixo, e escondido atrás de suas orelhas. Ele também estava usando bermuda e sua camiseta me fez rir um pouco, ela simplesmente dizia: "Eu estou com a banda". Ele tocava baixo com uma expressão quase entediada no rosto e ficava olhando para o guitarrista, que poderia facilmente ser seu irmão gêmeo. Fiquei com a impressão de que ele preferia estar tocando esse instrumento”

 

Evan

“O último cara estava escondido atrás da bateria, então eu não podia ver muito dele. Estava grata que ele usava todas as suas roupas, pois muitos bateristas sentiam a necessidade de estar quase nus quando tocavam. Mas ele tinha a cara mais gentil do mundo, com grandes olhos escuros e cabelo castanho com um corte bagunçado. Ele tinha alargadores nas orelhas, talvez de meia polegada. Eu não era grande fã deles, mas nele, pareciam estranhamente atraentes. Seus braços estavam cobertos de tatuagens coloridas, brilhantes, como um mural de arte, e ele voava através dos padrões complicados de bateria sem esforço, enquanto examinava a multidão com um grande sorriso no rosto.”

 



 

Denny 

“A razão para a minha transferência estava sentada ao meu lado, dirigindo-nos para longe em seu surrado Honda. Olhei para ele e sorri. Denny Harris. Ele era bonito. Eu sei, não é uma maneira muito masculina de descrever um cara, mas na minha cabeça, era o adjetivo que eu mais usava e assentava-lhe muito bem. Ele era originalmente de uma cidade pequena, em Queensland, Austrália, e uma vida inteira passada na água naquele local exótico o tinha deixado bronzeado e musculoso, mas não em um tipo corpulento. Não, de um jeito mais natural, atlético. Ele não era muito alto para um cara, mas era mais alto do que eu, mesmo quando eu usava saltos, e isso era o suficiente. Seu cabelo era um marrom escuro e ele gostava de tê-lo leve, estilo repicado, o que eu gostava de remexer e ele deixava com adoração, suspirando e queixando-se o tempo todo, dizendo que ele ia cortá-lo completamente um dia. Mesmo assim, ele amava.

Seus olhos eram quentes e profundos, de um marrom escuro e estavam atualmente olhando na minha direção com um brilho divertido”

“Ele gostava de deixar um pouco de barba ao longo da mandíbula e do lábio superior. Não muito, e não pesado, ele apenas parecia como alguém que tinha estado em um longo acampamento. Fazia seu rosto de bebê parecer mais velho, mais robusto. Era macia embora e sabia bem quando ele acariciava minha nuca.”



Kiera

“Meu cabelo castanho era longo e, felizmente, espesso, levemente ondulado. Meus olhos eram castanhos que tinham sido considerados expressivos (que, na minha cabeça, sempre era traduzido para ‘muito grandes’). Minha altura estava na média para uma menina, 1.67m, e eu era magra, graças à pista de atletismo na escola. Mas no geral, eu me sentia na média.”



Novo adulto (New Adult - NA) é um gênero de ficção em desenvolvimento com protagonistas entre 18 e 25 anos. O termo foi primeiramente usado pela editora St. Martin’s Press em 2009, quando eles abriram um concurso para descobrir e desenvolver os autores que escreviam histórias deste gênero.

O gênero foi originalmente recebido com algumas críticas, pois alguns o viam como um esquema de marketing, enquanto outros diziam que não havia público-alvo para o material. Em contraste, outros falavam que o termo era necessário, pois “é um rótulo conveniente, que permite aos pais e às livrarias conhecerem o que há nos livros”, como disse um publicitário da Harper Collins.

A literatura novo adulto fala sobre vários temas que encontram-se entre as categorias jovem adulto e adulto.

Assuntos como identidade, sexualidade, depressão, suicídio, vício em drogas ou em álcool, problemas familiares, bullying são abordados profundamente. Outros como o primeiro emprego, o ingresso na faculdade, noivado e casamento, pós-universidade, alistamento militar, início de uma nova família, independência financeira, morar longe de casa pela primeira vez, perda da inocência, medo do futuro, e muitos outros, também podem ser encontrados.

Esta categoria foca em ter uma vida independente depois de alcançar a maior idade, e como deve-se lidar com o início da vida adulta. Como todas as categorias de ficção, o NA pode ser combinado com outros gêneros e subgêneros como ficção científica, ficção urbana, horror, paranormal, distopia.

A ficção jovem-adulto (Young-adult - YA) é sobre a perspectiva do protagonista jovem e o escopo de sua experiência de vida. Esta perspectiva é ganha à medida que a inocência da infância desvanece e ganha-se experiências mais avançadas, o que traz uma visão. E é esta percepção que falta nos jovens-adultos tradicionais. Outra grande diferença é a idade dos protagonistas e as configurações. Um livro YA geralmente não inclui protagonistas com mais de 18 anos ou na faculdade, mas estes personagens podem ser encontrados nos novos adultos. NA pode ser bem descrito como uma categoria depois do YA.

Cally Jackson e Kristan Hoffman definem a categoria para o Writer’s Digest: “A transição da infância para a vida adulta não acontece de um dia pro outro – apenas pergunte para alguém que é ou já foi (ou é pai) um adolescente. Mas a transição de jovem para adulto também não acontece do dia pra noite. Há um período de tempo quando a vida adulta parece um par novo de sapatos. As expectativas da independência e autossuficiência são igualmente novas. Novos adultos são pessoas que acabaram de começar a andar neste sapatos; a ficção NA é sobre suas dores e defeitos.”

Muitos autores de NA começaram suas carreiras através da autopublicação, principalmente depois do concurso promovido pela St. Martin’s Press. Muitos daqueles que não tiveram seus resumos escolhidos não desanimaram e procuraram meios de publicação on line. Isto culminou em um boom a partir do ano de 2012, onde muitos destes autores começaram a fazer muito sucesso na internet e atraíram a atenção de grandes grupos editoriais. Jamie McGuire, Tammara Webber, Abbi Glines, e a nossa querida S. C. Stephens, são exemplos de autores que começaram através da autopublicação e deslancharam suas carreiras depois de 2012.

Fontes:

http://naalley.blogspot.com.br/

http://www.writersdigest.com/editor-blogs/guide-to-literary-agents/new-adult-what-is-it

http://en.m.wikipedia.org/wiki/New-adult_fiction

02 junho 2014

Semana Intensa Demais

Boa tarde estrelas,

Começamos mais uma semana com uma super novidade para vocês! A Editora Valentina, a Thoughtless Brasil e o Brilho trazem a #SemanaIntensaDemais. Durante toda esta semana, você poderá conferir todas as notícias sobre o 1º livro da Trilogia Rock Star: Intenso Demais, lançado este mês pela Editora Valentina.



 

INTENSO DEMAIS


Trilogia Rock Star Livro 1


 464 páginas/16x23 cm


ISBN: 978-85-65859-24-0


 

 

Sinopse:

Ela ultrapassou perigosos limites e agora não há mais volta. Traição, amor e paixão. Chegou a hora da decisão de uma vida.

Há quase dois anos, o namorado de Kiera, Denny, é tudo que ela sempre quis: apaixonado, carinhoso e totalmente dedicado. Quando os dois se mudam para outra cidade a fim de começar uma nova vida – Denny no emprego de seus sonhos, Kiera numa conceituada universidade –, tudo parece perfeito. Mas então, um imprevisto separa o feliz casal. Sentindo-se sozinha, confusa e carente, Kiera se aproxima de Kellan Kyle, o sexy e sedutor vocalista de uma banda de rock. No começo, ele é apenas um amigo em cujo ombro ela pode chorar suas mágoas, mas, à medida que sua solidão aumenta, o relacionamento ganha força. Até que, uma noite, tudo muda... e nenhum deles jamais será o mesmo.

Sobre a Autora:

S. C. Stephens é uma autora best-seller que gosta de passar cada momento livre criando histórias que são embaladas com emoção e com bastante romance.

Seu romance de estreia, Thoughtless (lançado aqui no Brasil com o título de Intenso Demais), um impensado triângulo amoroso, cheio de angústia, paixões intensas e o inesquecível Kellan Kyle, transformou o mundo literário em uma tempestade. Maravilhada e surpresa pela resposta vinda do lançamento de Thoughtless em 2009, mais histórias vieram rapidamente. Stephens não parou de escrever desde então.

Além de escrever, Stephens gosta de passar tardes ao sol lendo romances fabulosos, carregar seu iPod com músicas, ir ao cinema e passar um tempo de qualidade com seus amigos e família. Ela mora atualmente no fantástico Noroeste do Pacífico com seus dois filhos igualmente lindos.

 

Por trás dos livros: a autora conta sobre a sua vida e a criação de Intenso Demais

 

Você sempre quis ser uma escritora ou isto representou uma súbita mudança de direção na sua vida?

SCS: Eu sempre tive o desejo de escrever, mas sem nenhuma verdadeira história para contar. Escrevi cenas aqui e ali, apenas para odiá-las depois e jogá-las fora. Eu quase joguei Intenso Demais fora um monte de vezes, mas eu gostava tanto que não podia simplesmente jogá-lo. Alguma coisa ficava me impulsionando a continuar, a finalizar. Além de completar a história, a grande mudança para mim foi falar sobre isso. Eu sou uma pessoa muito privada, e decidir contar às pessoas que eu escrevi uma história, e um romance como este, foi difícil para mim. Têm sido um processo gradual que só agora eu estou começando a ficar confortável. Algo assim.

 

O que iniciou o seu interesse na escrita?

SCS: Como disse anteriormente, eu sempre tive o desejo de escrever. Eu me interessei por diferentes gêneros, mas aquele que eu sempre retornava quanto tentava escrever alguma coisa era o romance. É a minha parte favorita em um livro, esteja eu lendo-o ou escrevendo-o – o primeiro olhar, a atração inegável, a saudade, o desejo, a exploração eventual. Eu sou louca por histórias de amor. Escrevi pedaços de pequenas cenas aqui e ali, mas não avancei mais do que algumas páginas até que comecei Intenso Demais. Depois que comecei esta história, não consegui parar.

 

Como você escreve?

SCS: Eu sou do tipo de garota que escreve seguindo o instinto. Normalmente tenho uma ideia de onde quero que a história vá, ou certos pontos que quero alcançar ao longo do caminho, mas este é um processo muito orgânico. Geralmente eu tenho um final em mente quando começo uma história, mas nem sempre. Às vezes tenho dois ou três, e não saberei exatamente como vai terminar até chegar lá. É como ver um filme se desdobrar em minha mente, e às vezes as coisas que acontecem me chocam completamente!

Tiveram algumas partes em Intenso Demais onde algumas pequenas coisas que aconteceram mais cedo na história se tornaram críticas mais tarde. O fato de a Kiera não gostar de falar com Griffin, por exemplo. Eu não tinha ideia do quão importante este detalhe se tornaria no enredo. Ou a visita da Anna. Quando a Kiera falou pela primeira vez com a Anna, eu não tinha ideia de como seria essa visita, de mal a pior. Nada disso foi planejado, e acabou que algumas delas tornaram-se as partes favoritas dos fãs.

Algumas coisas que eu tenho certeza que acontecerão na história simplesmente não funcionam quando eu chego lá. Eu tenho dúzias de notas no meu quarto, com vários tipos de ideias, algumas delas escritas em coisas realmente engraçadas, como sacos descartáveis, toalhas de papel, post-its, envelopes, cartões profissionais – qualquer coisa que esteja perto quando a ideia surge na minha cabeça!

Possivelmente a coisa mais difícil sobre Intenso Demais foi a maneira como o escrevi. Eu escrevi todas as cenas mais importantes primeiro e depois voltei para conectá-las. Porém, quando os personagens começaram a evoluir e crescer, eu comecei a inserir cenas, embaralhando algumas coisas, mudando quando e onde outras cenas aconteciam, e removendo aquelas que não funcionavam mais. Por exemplo, o tapa ouvido por todo o bar originalmente acontecia na casa deles... bem na frente de Denny, e as cenas das confissões aconteciam mais tarde, na garagem, e não incluía muito da história do Kellan... porque eu não tinha escrito a cena que inspirou sua trágica infância neste ponto. Foi uma boa experiência de aprendizado entretanto, e cada história que eu escrevi depois de Intenso Demais foram mais lineares – capítulo um até o final. Tive muito menos partes reescritas desta forma.

Eu tento escrever todos os dias, preferivelmente de manhã bem cedo, antes dos meus filhos acordarem. Quando eu comecei pela primeira vez, demorei entre 3 e 4 meses para finalizar uma história. Eu tenho estado muito mais ocupada agora, então levo um pouco mais de tempo. Eu também tenho escrito sequências ultimamente, o que leva mais tempo do que uma história nova, desde que há vários aspectos dos romances anteriores que eu tenho que lembrar. De várias maneiras, novas histórias são muito mais fáceis.

 

Quais cenas você mais gosta de escrever?

SCS: Eu amo escrever as partes pesadas. Quanto mais emocional uma cena é, mais fácil é para mim escrevê-la – a cena de chuva em Intenso Demais, a luta na sala de trás, Lucas e Sawyer na rua, em Collision Course, A luta de Teren por sua família na série Conversion – este tipo de coisa flui melhor para mim. Eu normalmente não tenho nem que pensar a respeito... Apenas sento, assisto tudo acontecer em minha mente, e digito o mais rápido que posso. É muito diferente escrever uma cena pesada do que lê-la. Eu fico completamente envolvida e inserida na história quando eu as leio, mas não é o mesmo efeito de quando eu as escrevo. Principalmente porque eu sei o que todos estão sentindo e pensando, e como as coisas eventualmente vão terminar.

As cenas de sexo são as minhas próximas favoritas de escrever. Até mesmo as cenas de flertes são divertidas. Eu amo escrever momentos sensuais, quando os personagens estão levando um ao outro à loucura, em um bom sentido. É ainda mais divertido quando eles não deveriam estar atraídos um pelo outro, como em Intenso Demais e isso é tudo relativo. Eu amo a angústia.

 

Como você escolhe os nomes de seus personagens?

SCS: Na maioria das vezes eles vêm à mim enquanto estou escrevendo. Às vezes o nome virá a mim quando outro personagem o fala. Lucas, por exemplo. Sua mãe não parava de chama-lo de Luc, então este virou seu nome. Sawyer era uma garota única, então eu amo que ela tenha um nome literário único, e este foi o primeiro que surgiu em minha mente. Alguns nomes eu pesquisei para que combinasse com a nacionalidade de outros. Halina, por exemplo. Os nomes das garotas líderes são geralmente os que eu mais gosto. Foi muito legal poder usá-los em algum lugar!

Alguns nomes eu pensei a respeito por algum tempo... Nika e Julian ficaram sem nome por muito tempo. Alguns foram bastante deliberados. Hunter. Chance. Jessie, porque era o diminutivo de Jéssica. Kai foi um nome que eu ouvi num programa de TV há muito tempo atrás, e eu sempre amei. Teren era o nome do último cliente com quem eu trabalhei. Eu amo como primeiro nome, e incorporei na história como um último nome que foi dado a ele para honrar a sua família. Denny e Kellan eram favoritos para mim desde o início, embora eles tenham sido trocados – Kellan era o Denny e Denny era o Kellan. Denny soa mais australiano para mim porém (graças ao filme Fúria Indomável), então eu troquei. E, vamos encarar isso: Kellan é um nome sexy.

 

Você pode compartilhar conosco como você obteve o feedback on line enquanto escrevia Intenso Demais? E o impacto que este feedback teve no livro?

SCS: Eu não ia realmente compartilhar Intenso Demais, mas pura curiosidade me impulsionou a postá-lo. Eu queria saber se era bom, se eu tinha algum talento em contar uma história. Decidi postá-la no ficitionpress.com principalmente porque eu poderia fazê-lo anonimamente através de um pseudônimo. Postei um capítulo de cada vez e imediatamente me apaixonei pelo feedback instantâneo. E, muito para a minha surpresa, a maioria dos feedbacks eram muito, muito positivos! Até o final, eles eram.

Inicialmente você liberava os seus livros completamente de graça. Quando isto mudou e o que a fez começar a vendê-los?

SCS: Eu tive muitos pedidos de fãs por uma versão escrita dos meus livros para tê-los em suas estantes. Eu os queria na minha estante também, então eu comecei a pesquisar sobre autopublicação. Havia diferentes sites disponíveis, mas eu decidi usar o createspace.com, desde que eles eram vinculados com a Amazon.com. Uma vez que a versão escrita de Intenso Demais estava pronta, as pessoas começaram a me perguntar se poderiam comprar o ebook. Foi uma decisão difícil para mim, mas depois de uma grande quantidade de coragem, eu decidi tratar a escrita mais como uma carreira e menos como um hobby, e comecei a cobrar pelo meu material.

 

Conte-nos sobre os vários canais de distribuição que você usou e como eles ajudaram-na a alcançar diferentes públicos.

SCS: Nicky Charles têm sido minha mentora de autopublicação desde o início. Ela me seguiu para o fictionpress.com e me encorajou a utilizar o feedbooks.com, que converte histórias em ebooks gratuitos. Eu amava a maneira que eles viam os romances profissionais, e então eu converti cada uma das minhas histórias. Os ebooks se espalharam como fogo através da internet assim que eles foram convertidos em ebooks, a minha base de fãs cresceu aos trancos e barrancos. Quando eu decidi cobrar por eles, Nicky sugeriu o smashwords.com. Eu amava o fato de que o Smashwords era vinculado com a Barnes & Noble, Sony, e Apple, então este era lugar perfeito para começar a vender os meus livros. Depois do Smashwords, eu decidi publicar na Amazon’s Kindle Direct Publishing, e então os usuários do kindle poderiam obter uma cópia também. A popularidade de Intenso Demais e suas sequências têm sido muito maiores do que eu jamais imaginei que seriam.

 

Como você mantém contato com seus numerosos fãs e seguidores?

SCS: Atualmente, meu principal meio de manter contato é pela minha página do facebook. Eu posto músicas e imagens que me inspiraram, assim como atualizações e coisas que eu esteja trabalhando no momento, além de teasers de romances que estão vindo. Eu também tenho um email, que está escrito nos meus livros, e eu recebo muitos comentários maravilhosos e perguntas. E também através do meu site - http://authorscstephens.com/.

 

Você trabalha com um editor? Se sim, como você o encontrou?

SCS: Eu trabalho. Mando todos os meus manuscritos para uma mulher chamada Debra Stang. Ela faz um excelente trabalho por um preço razoável. Eu a encontrei na verdade nas páginas amarelas on line, e entrei em contato através de seu site. Uma amiga minha também me ajudou com Effortless e Collision Course.

Você gosta de reler seus livros, ou cenas particulares deles, depois que foram publicados? Se sim, você acha que eles te afetam de maneira diferente com o passar do tempo?

SCS: Durante o processo de edição eu leio a história tantas vezes que chego ao ponto de nunca mais querer lê-los! Mas quando este sentimento passa, e eu pego o livro novamente, eu aprecio as cenas tanto quanto a primeira vez. Eu ainda rio, ainda choro e ainda me apaixono.

 

Romance contemporâneo é um gênero literário vasto e popular. Quais você acha que são as chaves para conectar-se com o público deste tipo de história?

SCS: Pelo feedback que eu recebi dos fãs, é com a emoção que eles se conectam. Eles são puxados para dentro da história e têm sentimentos pelos personagens, às vezes positivos, às vezes negativos. O realismo da história também toca as pessoas. Eu tive muitos fãs que diziam que ler Intenso Demais era como ler uma história sobre suas vidas. Tive outros que me diziam que ler o livro os faziam reavaliar seus relacionamentos. É muito surreal para mim que algo que escrevi pode ter tal efeito em alguém.
Qual a sua parte favorita em ser um autor independente?

SCS: Eu tenho sido somente um autor independente, então eu não sei como comparar com um autor publicando tradicionalmente. Eu amo ter um completo controle sobre o que eu escrevo. Eu amo poder compartilhar todas as minhas histórias com os meus fãs, e não apenas aquelas que uma terceira pessoa considera digna de serem publicadas. Nem todos os livros que eu escrevi são famosos, mas cada um deles recebeu um feedback positivo de alguém. Se eles ficassem no meu computador para sempre, e ninguém fosse capaz de lê-los, não seria tão divertido para mim.

 

Sobre o livro

Por trás dos livros: a autora conta mais sobre Intenso Demais

 

De onde veio a inspiração para Intenso Demais?

SCS: Muitos sonhos acordada e muitas horas ouvindo música. Música é algo grande para mim quando estou escrevendo. Uma das maiores razões para Kellan estar numa banda é porque eu o vi tão claramente enquanto escutava algumas das minhas canções favoritas do Linkin Park, The Fray e One Republic (eu era obcecada com o álbum Dreaming Out Loud e não parava de escutar). Comecei a enxergar uma imagem clara do Kellan cantando no palco. Seu caráter floresceu desde aquelas primeiras visões. Por um tempo, ele era apenas meu cantor imaginário sem nome, alguém em quem eu pensava enquanto corria na esteira...e então eu me deparei com minha inspiração por Denny. Ele é baseado em um autor australiano fofo e adorável de nome Craig Horner. Eu comecei a imaginar alguma pobre garota tendo que escolher entre esses dois caras bem diferentes. Sentei uma noite e escrevi a cena da barraca de café. Depois comecei a perguntar a mim mesma um pouco do porquê, quando e como. Me diverti tanto descobrindo os eventos que levaram até essa cena, que eu imediatamente comecei a sonhar com cenas adicionais. Antes que eu soubesse, já tinha vários capítulos completos, e ainda mais perguntas a responder.

 

Algum personagem de Intenso Demais é baseado em alguém que você conheça? Alguma situação vem de uma experiência pessoal?

SCS: Me perguntam o tempo todo e isso sempre me faz sorrir. Eu amo que a história pareça tão plausível que as pessoas começam a se perguntar se é real... isto significa que estou fazendo alguma coisa certa. Mas, não, nada neste romance vem de uma experiência pessoal. A única similaridade com a minha vida é o fato de a Kiera ter alguns dos meus caprichos, inseguranças e aspirações de escrita.

 

Quais foram as suas inspirações para os outros livros?

SCS: A maioria dos meus livros começaram com uma imagem, ou às vezes, apenas um diálogo. Tramas e enredos provinham de uma troca ou ideia inicial. Com Collision Course, eu estava dirigindo para casa durante uma chuva torrencial e esperando que nada aconteça. Com It’s All Relative, eu estava assistindo um programa de TV e imaginei duas pessoas, que nunca pensaram em se ver novamente, encontrando-se para visitar a mesma pessoa no hospital. Com Not a Chance, eu estava em um banco, escutando uma garota falando no celular, contando para um amigo que sua carteira foi roubada. Com Conversion, eu estava assistindo um filme que não tinha nada a ver com vampiros... mas de alguma maneira eu comecei a pensar sobre um diálogo entre uma humana normal e um homem que era “um pouco” vampiro. Sempre que eu vejo ou ouço alguma coisa que me dê alguma ideia, eu anoto isso e coloco em uma pasta de “ideias”. Eu tenho muito mais histórias em minha mente do que tenho tempo de escrever!

 

Você pensa em fazer algo além do terceiro livro da série?

SCS: O terceiro livro talvez não seja o último livro que eu escreva com os personagens. Estou muito tentada em trabalhar em algo com Anna e Griffin. Eles realmente cresceram em mim, e Griffin é muito divertido de se escrever. Eu também andei pensando na ideia de um prequel para Thoughtless centrada em torno de Kellan e os D-Bags, quando eles se conheceram. E eu também considerei reescrever Thoughtless pelo ponto de vista de Kellan.

 

Como é a música dos D-Bags?

SCS: Há muitas músicas que me fazem pensar nos D-Bags. Partes de algumas canções me fazem pensar exatamente neles em minha mente – frases, palavras, respirações que me fazem suspirar. Mas estas músicas são aquelas que capturam perfeitamente o som da banda e o “tom” de Kellan.

“New Divide” do Linkin Park. Esta é A música dos D-Bags. São exatamente eles na minha cabeça.

“Leave Out All The Rest” do Linkin Park. Esta é a música favorita da Kiera. Aquela que ela ouve no primeiro capítulo, que a faz dar uma segunda olhada em Kellan.

“Shadow of the Day” do Linkin Park. A voz dele nessa música… linda. Exatamente como eu imagino o Kellan.

“What I’ve Done” do Linkin Park. Outra que é exatamente como os D-bags.

Como vocês podem ver, Linkin Park é como eu imagino os D-Bags. Estas músicas de outras bandas são muito próximas também:

“Time After Time” - Quietdrive

“The Reason” - Hoobastank

“Come Undone” - My Darkest Days

“Can’t Forget You” - My Darkest Days

“Take a Picture” - Filter

“Gives You Hell” - The All-American Rejects

Montamos uma playlist com essas músicas:

http://www.youtube.com/playlist?list=PLqWFP3FkWcsHU0pzpQoQBDseOVDTeXsIp

 

 

Seus livros tem um desenvolvimento espetacular. Você costuma ficar “presa” quando escreve? Se sim, quais são os seus truques para voltar ao caminho?

SCS: Eu travo algumas vezes. Quando isto acontece, eu releio partes anteriores, olho minhas notas ou pulo esta parte por um tempo. Eu percebi que fazer coisas monótonas ajuda a clarear a minha mente, então eu faço uma caminhada ou limpo a casa. Por causa disso, você pensaria que a minha casa é muito, muito limpa... mas não, realmente não.

 

Nós ouvimos sobre o final original de Intenso Demais, de partir o coração. Você poderia nos explicar sua decisão de escrever originalmente um final assim? Você o planejou o tempo todo ou ele veio a você parte por parte até chegar nessa difícil decisão?

SCS: Isto foi um pouco duro, eu suponho. Eu lembro exatamente quando pensei nesse final. Eu estava completamente dentro da história e não sabia exatamente como queria que terminasse – garota com garoto 1, garota com garoto 2 ou garota sozinha. Depois, enquanto eu estava fazendo o jantar, a ideia de que a garota poderia ser morta chegou a mim. Parecia uma maneira diferente e inesperada de terminar, então eu comecei a pensar em como isto iria acontecer. E depois eu escrevi essa linha, “Ele implorava a mim durante horas por perdão todos os dias... e a cada dia eu o dava”. Eu decidi trabalhar em torno disto, e até escrevi os títulos dos livros que viriam depois deste final triste. A primeira sequência seria chamada “Fracture”, contada pelo ponto de vista do Kellan, sobre como ele lidaria com a morte de Kiera.

 

Qual foi a resposta dos seus primeiros leitores on line, quando eles viram esse final?

SCS: Eu tinha o final trágico e a história seguinte pronta muito antes de colocar Intenso Demais no FictionPress. Eu soube no meio do caminho quando postava a história que esse final não iria ser muito bem aceito. Eu sabia o quanto eu amava o Kellan, mas não tinha antecipado a resposta dos leitores a ele... e eles o queriam com a Kiera. Senti o maior aperto no meu estômago quando postei o final... apenas esperando pelos e-mails de ódio chegarem. E, assim que eu postei, os fãs que eu já tinha neste momento deram sua opinião. A maioria, como podem imaginar, não estavam felizes com o final. Alguns dos que odeiam a Kiera pensaram que era perfeito. Eu realmente levei cada resenha em consideração, porque eu estava feliz e triste com o final também.

 

O que a influenciou a revisá-lo e mudar para o final atual?

SCS: Algumas resenhas muito bem escritas no FictionPress me mostraram que um final alternativo ao meu trágico inicial não era apenas possível, como iria aprofundar a história. Como eu tinha uma relação de amor e ódio com o final original, comecei a realmente pensar em mudá-lo. Então, um fã me mostrou a música “Run”, no Snow Patrol, e a batida, o tom dela, instantaneamente me deu a ideia para o final atual. Eu me apaixonei pela cena em minha mente e decidi mudar de vez. Os fãs, em sua maioria, concordaram com a minha decisão.

 

Quem você imagina como Kellan? Algum ator, modelo ou músico que te “lembre” ele?

SCS: Ah, todo mundo quer saber como Kellan se parece. Honestamente, eu não gosto de dar muitos detalhes das minhas várias inspirações, que me levaram, a ele, porque eu amo que todos têm suas próprias versões do “homem perfeito”... e eu tive algumas excelentes imagens de alguns homens muito lindos e atraentes como resultado. E, realmente, todas as minhas inspirações originais para ele sumiram no segundo plano agora que Kellan é tão vivo em minha mente.

Kellan se parece com... Kellan. Bem, exceto por esse cara aleatório que eu vi na padaria uma vez. Ele se parecia assustadoramente com o Kellan da minha mente que eu surtei! Eu queria ter tirado uma foto ele, mas isto teria sido muito estranho. “Hey, você se parece muito com o cara que eu imagino...” .

Fontes:

http://authorscstephens.com/

http://www.maryse.net/

http://blog.smashwords.com/

http://aestasbookblog.com/scstephen/

 

Playlist do livro

 

Fiquem ligados em nosso Facebook e saibam muito mais sobre a semana.

13 maio 2014

Graffiti Moon - Cath Crowley

Olá! Em parceria com a Editora Valentina, a obra da vez a ser explanada é Graffiti Moon, da autora Cath Crowley.

 Título: Graffiti Moon.
 Autor: Cath Crowley.
 Edição: 1ª.
 ISBN: 9788565859226.
 Editora: Valentina.
 Ano de Lançamento: 2014.
 Páginas: 240.
 Sinopse: "Uma aventura emocionante e perigosa como um grafite clandestino. Uma noite de arte e poesia, humor e autodescoberta, expectativa e risco e, quem sabe, amor verdadeiro. Um artista, uma sonhadora, uma noite, um significado. O que mais importa? O ano letivo acabou, aliás, o último ano do ensino médio. Lucy planejou a maneira perfeita de comemorar: essa noite, finalmente, ela encontrará o Sombra, o genial e misterioso grafiteiro, cujo fantástico trabalho se encontra espalhado por toda a cidade. Ele está de spray na mão, escondido em algum lugar, espalhando cor, desenhando pássaros e o azul do céu na noite. E Lucy sabe que um artista como o Sombra é alguém por quem ela pode se apaixonar — se apaixonar de verdade. A última pessoa com quem Lucy quer passar essa noite é o Ed, o cara que ela tem tentado evitar desde que deu um soco no nariz dele no encontro mais estranho de sua vida. Mas quando Ed conta para Lucy que sabe onde achar o Sombra, os dois de repente se juntam numa busca frenética aos lugares onde sua arte, repleta de tristeza e fuga, reverbera nos muros da cidade. Mas Lucy não consegue ver o que está bem diante dos seus olhos.."

Graffiti Moon é um livro de romance bem diferente de tudo que já li. Desde o modo em que é narrado, até as características dos personagens na trama. Redigido por uma jovem autora australiana e publicado em 2011, vem ganhando cada vez mais prêmios e espaço mundo afora devido a sua originalidade. Em nosso país não foi diferente agora que a Editora Valentina passou a distribuí-la.

A história traz dois jovens como protagonistas de uma noite memorável marcada pela conclusão da turma no Ensino Médio, sendo eles Lucy e Ed.

 Ed é um jovem garoto que vive com a mãe solteira, e que abandonou a escola anos atrás para trabalhar e ajudar com o pagamento do aluguel. Desde muito cedo é apaixonado por arte e adora desenhar, mesmo tendo dificuldades de leitura. Ed possui um melhor amigo chamado Leo, da mesma faixa etária, o qual conhece desde a mais tenra idade. Leo mora com a avó ha muito tempo, devido a vida de constantes brigas que levavam seus pais, sendo essa uma realidade prejudicial para uma criança. Apesar de ser um tanto maluco e assaz maloqueiro, Leo sempre foi um bom escritor e apreciador de poemas, fazendo com que não demorasse muito para que da junção de ambos os amigos surgissem verdadeiras obras de arte. Juntos, os dois amigos grafitam por toda a cidade, Ed faz de muros os seus quadros e começa a realizar desenhos impressionantes, enquanto Leo fica na incumbência de intitular, realizar a parte escrita de tais desenhos, além de ajudar Ed com conselhos de que rumo os desenhos iniciados podem tomar ate sua conclusão de forma que tenha um significado grandioso. Seus nomes são Ed e Leo, mas pelos muros da cidade todos conhecem seu trabalho como Sombra e Poeta.

Já Lucy se trata de um jovem, da mesma idade dos meninos, e igualmente apaixonada por arte, entretanto estuda e trabalha em um estúdio visando a confecção de obras artísticas com vidro. Com o devido auxílio de Al, seu patrão no estúdio de vidros que lhe acolheu como uma filha, Lucy terminou seu portfólio artístico a fim de utilizá-lo como forma de galgar uma vaga em uma renomada universidade de arte. Filha de dois artistas, sua mãe é escritora e seu pai é comediante (muitas vezes como animador de festa, geralmente como palhaço ou ilusionista), Lucy é apaixonada por toda forma de arte, e por conta disso nutre uma paixão curiosa por Sombra. Admiradora nata de seu trabalho artístico pela cidade, busca de todas as formas possíveis e sonha conhecer o alter ego de Ed. O curioso é que Lucy e Ed já tiveram uma paquera quando estudaram juntos, e inclusive saíram para um encontro que não teve um desfecho muito legal. Após sair com o mesmo, frustra-se com suas atitudes, pelo fato de ter imaginado que conversariam sobre os mais variados pintores e obras artísticas, mas ter terminado com um nariz quebrado com um soco após Ed se atrever a passar a mão em Lucy.

A partir desse dia, no qual Lucy fugiu envergonhada, triste e frustrada, e deixou Ed a sua própria sorte com uma fratura na face, nunca mais se falaram ou se viram, até porque o garoto parou de estudar em seguida. No entanto o passado deixa de interferir quando Jazz, uma vidente e melhor amiga de Lucy, a leva para uma festa onde encontrará Leo para se conhecerem melhor, e Lucy se vê praticamente obrigada a ter a companhia de Ed. Sabendo que os dois garotos conhecem o Sombra, Lucy o convence a sair em busca de admirar seus muros pelas ruas, e além disso encontrar o próprio alter ego de Ed. O que ela não imagina é que está frente a frente com o próprio, mas no desenvolver da história isso vai se tornando cada vez mais claro conforme a própria Lucy vai conhecendo Ed profundamente e se apaixonando por sua vida, jeito e gostos em comum que até então eram desconhecidos.
O desenrolar da trama consiste basicamente nessa noite, e acontece de maneira muito dinâmica, sendo narrada em capítulos intercalados de acordo com o ponto de vista de Lucy, Ed e Leo (através de poesias). A escrita da autora é de fácil compreensão e muito voltada para o público jovem, especialmente os que gostam de todo tipo de arte, pois contém inúmeras referências a quadros, músicas, filmes e afins. Além de ser personagens muito bem humorados, diga-se de passagem, tanto Lucy quanto Ed são engraçados, e isso nos faz nos apegarmos a ambos. Longe de ser um romance meloso e parado, traz boas doses de comédia, além de ação, nos prendendo a todo instante a história enquanto não encontramos o ápice da trama que é a descoberta/revelação de Lucy com relação a identidade do Sombra: um garoto chamado Ed com uma vida conturbada, cheio de problemas que ela compreende e naturalmente passa a ajudá-lo com conselhos que podem torná-lo um artista de renome. Menção honrosa a Bert, ex-patrão de Ed que na cronologia da história morreu meses antes. Era dono de uma loja de tintas onde Ed trabalhava, e sabia de sua identidade como Sombra, além de ser praticamente um pai para ele, estimulando-o e dando conselhos valiosos acerca da vida e da arte.

Fica a recomendação, e mesmo aqueles que não conhecem muito de arte ou graffiti, não se impeçam de conhecer essa história. É um dos romances mais divertidos que já tive o prazer de ler, fazendo frente com A Culpa é das Estrelas que é uma referência de nome nesse gênero. Ganhou lugar em minha lista de favoritos como uma bela surpresa, não espera muito, li em poucos dias! Caso haja adaptação no futuro será um belo filme.

Boa leitura e um forte abraço à todos!

Citações:

"Pintei um fantasma preso numa garrafa. Dei um passo para trás, para olhar o fantasma, e percebi que o triste não era que ele estava ficando sem ar. O triste era ele ter ar suficiente para a vida toda naquele espaço tão pequeno." 

"A noite está quente demais para outubro. Há mais gente na rua que de costume, então eu pinto rápido o céu. Olho para trás e para a frente. Procuro policiais. Procuro qualquer pessoa que eu não queira aqui. Pinto veleiros e coisas, que na minha cabeça, provocam gritos de spray para o tijolo. Vejo isso, vejo isso, vejo mais isso. E me vejo esvaziado sobre a parede."

"- Se o meu amor por você fosse uma torcida, você ficaria surda com os gritos. E se o meu amor por você fosse um lutador de boxe, teria um cara morto no ringue. E se o meu amor por você fosse açúcar, você poderia dentes antes dos vinte. E se o meu amor por você fosse grama, você estaria gastando rios de dinheiro.
- Você não escreveu isso, escreveu? - pergunta Daisy.
- As ideias são minhas. O Leo fez os versos."

13 dezembro 2013

Almanova

Olá Estrelas,

A resenha de hoje em parceria com a Editora Valentina, de um livro lindo: Almanova, confiram:


I.S.B.N.: 9788565859172
Cód. Barras: 9788565859172
Reduzido: 5541540
Altura: 23 cm.
Largura: 16 cm.
Profundidade: 1 cm.
Acabamento : Brochura
Edição : 1 / 2013
Idioma : Português
Número de Paginas : 288
Tradutor : Ana Rezende


Ana é nova. Por milhares de anos, no Range, milhões de almas vêm reencarnando, num ciclo infinito, para preservar memórias e experiências de vidas passadas. Entretanto, quando Ana nasceu, outra alma simplesmente desapareceu e ninguém sabe por quê.

SEM-ALMA
A própria mãe de Ana pensa que a filha é uma sem-alma, um aviso de que o pior está a caminho, por isso decidiu afastá-la da sociedade. Para fugir deste terrível isolamento e descobrir se ela mesma reencarnará, Ana viaja para a cidade de Heart, mas os cidadãos de lá temem sua presença. Então, quando dragões e sílfides resolvem atacar a cidade, a culpa deverá recair sobre... 
HEART
Sam acredita que a alma nova de Ana é boa e valiosa. Ele, então, decide defendê-la, e um sentimento parece que vai explodir. Mas será que poderá amar alguém que viverá apenas uma vez? E será também que os inimigos – humanos ou nem tanto -- de Ana os deixarão viver essa paixão em paz?
Ana precisa desvendar grandes segredos: O que provocou tal erro? Por que ela recebeu a alma de outra pessoa? Poderá essa busca abalar a paz em Heart e acabar por destruir a certeza da reencarnação para todos?

Resenha:
No reino conhecido como Range, os humanos vivem, morrem e suas almas reencarnam com a memória perfeita de suas vidas passadas e isso acontece também a todos que estão a sua volta. Durante os últimos cinco mil anos, estas almas viveram e morreram , sempre com a consciência e conhecimento de que eles inevitavelmente renasceriam... até que um dia, uma alma morre e uma nova alma nasce em seu lugar.




Ana é considerada uma aberração, a única "alma nova" (ou, como muitos gostam de pensar, uma " sem alma", destinada a viver apenas uma vida e incapaz de ter verdadeiras emoções), nascida em cinco milênios, que tomou o lugar de outra (Ciana), com o seu nascimento. Criada por Li, uma mãe fria e relapsa, que a culpa pela perda de Ciana, nossa protagonista Ana cresce em um ambiente de medo e ódio. Quando completa dezoito anos, Ana resolve ir embora, atrás de sua história para a cidade de Heart, onde todos residem. Mas o que ela não imaginava, era se deparar com as mais diversas e perigosas criaturas, colocando sua vida em perigo.



Ao longo do caminho Ana conviverá com preconceito e medo, vindo da maioria dos humanos, que vivem em Heart e que por não saberem bem o que Ana representa, não a querem na cidade e nem próxima a ninguém. Mas há aceitação de uma minoria e também muito amor e compreensão. Mas à medida que a tensão aumenta e vários ataques de dragões contra a cidade acontecem, Ana descobre que suas respostas podem ter um custo muito alto, e que o destino de todas as almas da cidade podem mudar para sempre.



Almanova é um livro totalmente inesperado e cheio de ação e mistérios. um sobrenatural fantástico, com foco em reencarnação, e até mesmo alguns aspectos distópicos, soam como uma mistura assustadora de gêneros e idéias. A construção deste novo mundo criado por Jodi Meadows é de tirar o fôlego,é intrigante a forma como a autora consegue unir todos os personagens e fazer funcionar tão bem na história. É linda a forma como as almas nascem em corpos diferentes, de diferentes sexos e como passam por um ciclo de vida completo e renascem poucos anos depois com a memória de todas as vidas anteriores. As crianças podem ser criadas por seus amigos, inimigos, ou ex- amantes, e mesmo que uma criança  tenha a aparência jovem, ela realmente carrega a bagagem de 5 mil anos de existência.

Isso contribui para uma sociedade estranhamente estagnada em que a vida é importante - cada morte, a morte em si, especialmente se for violenta, é sentida, pode-se chamar de transição. Também é fascinante porque significa que todos sabem tudo sobre cada um, tendo vivido uns com os outros por tanto tempo - mas também significa que a cidade de Heart é um lugar estranho, sinistro e assustador, com rotinas rígidas, e isto especialmente se for visto  através dos olhos de Ana.

Foi alucinante acompanhar a luta de Ana em busca de respostas, e de como ela só quer encontrar a paz neste mundo de almas velhas que parecem focadas em odiá-la, ignorá-la, até que ela inevitavelmente morra e desapareça para sempre. Gostei da protagonista, ela tende a meter-se em confusões que requerem muita a ajuda de seus amigos, mas na verdade a história funciona bem, pois Jodi conseguiu criar uma personagem que faz sentido mesmo com todas suas inseguranças e medos, mas sempre decidida em buscar sua história e escrever e mudar seu futuro e o que os outros pensam dela.


Vislumbramos romance na história, o que  particularmente me deixou um pouco decepcionada com o livro. Entendam Sam, é um homem das artes, inteligente, mas muito sonhador e sempre está ao lado de Ana para salvá-la, mas a coitada fica confusa, pois os sinais do rapaz nunca são verdadeiramente claros, o que prejudica o romance real entre ambos e tenho que dizer que tudo entre os dois acaba por ser bem previsível.



No geral, Almanova foi uma ótima surpresa, a história foi bem construída, com um enredo sólido e uma heroína que nos faz torcer e querer saber logo o que nos aguarda para o próximo livro.

Indico a leitura para este fim de ano, você leitor não se arrependerá.



02 dezembro 2013

Concurso Cultural Almanova - Esse livro é a sua cara

Boa tarde estrelas,

Trago uma notícia para vocês! Nossa parceira Editora Valentina realiza seu 1º Concurso Cultural Almanova - Esse livro é a sua cara, valendo 01 exemplar autografado pela autora, marcadores do livro e uma camiseta exclusiva.

Então preste muita atenção ao post e boa sorte:


Para participar é muito fácil e o prêmio vale a pena!

Basta reproduzir a capa de Almanova com a sua foto, quanto mais próxima ficar da original melhor (a imagem deve ter 16X23, com o título por cima, como na imagem da capa original acima e ser entregue em jpg), então mãos a obra e caprichem para ganhar um exemplar autografado pela Jodi!

Envio e escolha: Encaminhe um email para brihodasestrelas@gmail.com com a foto anexada e seguinte assunto: Concurso Cultural Almanova - Esse livro é a sua cara. Nossa comissão escolherá as 03 melhores e encaminharemos a Editora Valentina que fará a seleção e escolha final.

Este concurso é válido de hoje até 06/01/2014. A Editora tem até o fim de janeiro para divulgar o vencedor e até o fim de fevereiro para envio do prêmio.

Exemplo de capa pronta:



Faça o download das imagens da capa abaixo.








                                                






Boa sorte a todos.



09 novembro 2013

Metamorfose

Bom dia estrelas,

Trago a resenha do 2º livro da série O Protetorado da Sombrinha, de Gail Carriger, de nossa parceria com a Editora Valentina, "Metamorfose":

Confirma aqui a resenha do 1º livro - Alma?


Alexia Tarabotti enfrenta uma série de atribulações sociais, quiproquós e saias justas (embora compridíssimas) em plena sociedade vitoriana. Alexia Maccon, a esposa do Conde de Woolsey, é arrancada do sono cedo demais, no meio da tarde, porque o marido, que deveria estar dormindo como qualquer lobisomem normal, está aos berros. Dali a pouco, ele desaperece – deixando a cargo dela um regimento de soldados sobrenaturais acampados no jardim, vários fantasmas exorcizados e uma Rainha Vitória indignada. Mas Lady Maccon conta com sua fiel sombrinha, seus artigos da última moda e seu arsenal de respostas mordazes. Mesmo quando suas investigações a levam à Escócia, o cafundó do Judas onde abundam abomináveis coletes, ela está preparada e acaba provocando uma verdadeira reviravolta na dinâmica da alcateia, como só uma preternatural é capaz de fazer. Talvez até encontre tempo para procurar seu imprevisível marido. Mas apenas se lhe der vontade.

Resenha:

Metamorfose  é o segundo livro da série O Protetorado da sombrinha , uma série de mistério steampunk que conta as aventuras de Alexia, uma mulher sem alma que tem a rara capacidade de anular os poderes sobrenaturais de criaturas como lobisomens e vampiros .


Alma ,o primeiro livro da série , termina com o casamento de Alexia com um lobisomem e Metamorfose tem início três meses depois de seu casamento.  Em seu novo papel no Conselho da rainha Victoria, Alexia é designada para descobrir o que está acontecendo mais uma vez a sociedade sobrenatural.

Metamorfose é um verdadeiro mistério , se comparado a seu antecessor, e já aviso, neste livro não há romance. Durante grande parte do livro, Alexia e seu marido estão em locais separados, fazendo coisas diferentes, assim, Carriger passa um tempo fazendo a construção de um mundo que ela precisava para criar esta série e não um romance autônomo. Um grande pedaço do passado do lobisomem é explorado , e informações adicionais sobre os demais seres sobrenaturais serão reveladas através das investigações de Alexia . Uma série de subtramas cômicas também estão presentes , onde alguns novos personagens serão introduzidos, assim como, veremos alguns rostos familiares novamente.

Apesar de todas estas aventuras divertidas, senti que, em geral o enredo principal do livro sofreu um pouco com isso, onde Alma teve um bom ritmo e reviravoltas maravilhosas, Metamorfose acabou por ser um livro relativamente simples, com um enredo principal um pouco fraco e que deixou a desejar em história. Muito do que é feito neste livro, poderia ter sido mais rápido, pois não há tanta necessidade de detalhes da vida de Alexia, e na minha opinião a construção de mundo em um livro precisa apoiar o enredo , e não o contrário

Como um todo, o livro deixou a desejar no comparativo com a narrativa e enredo do 1º, fiquei frustrada, não há outra palavra a usar. Se você leitor gostou de Alma, com certeza gostará de Metamorfose, este é um complemento do primeiro, um livro divertido do gênero steampunk,
com paródias dramáticas e cheio de mistérios, um livro que fará os leitores rirem com os trocadilhos impecáveis da autora e suas observações sobre a sociedade vitoriana.

Recomendo para fãs do gênero e da série.



27 setembro 2013

Passarinha

Olá estrelas,

Trago a resenha de nossa editora parceira Valentina, do livro "Passarinha", confiram:


No mundo de Caitlin, tudo é preto e branco. Qualquer coisa entre um e outro dá uma baita sensação de recreio no estômago e a obriga a fazer bicho de pelúcia. É isso que seu irmão, Devon, sempre tentou explicar às pessoas. Mas agora, depois do dia em que a vida desmoronou, seu pai, devastado, chora muito sem saber ao certo como lidar com isso. Ela quer ajudar o pai – a si mesma e todos a sua volta –, mas, sendo uma menina de dez anos de idade, autista, portadora da Síndrome de Asperger, ela não sabe como captar o sentido.

Caitlin, que não gosta de olhar para a pessoa nem que invadam seu espaço pessoal, se volta, então, para os livros e dicionários, que considera fáceis por estarem repletos de fatos, preto no branco. Após ler a definição da palavra desfecho, tem certeza de que é exatamente disso que ela e seu pai precisam. E Caitlin está determinada a consegui-lo. Seguindo o conselho do irmão, ela decide trabalhar nisso, o que a leva a descobrir que nem tudo é realmente preto e branco, afinal, o mundo é cheio de cores, confuso, mas belo.

Um livro sobre compreender uns aos outros, repleto de empatia, com um desfecho comovente e encantador que levará o leitor às lágrimas e dará aos jovens um precioso vislumbre do mundo todo especial dessa menina extraordinária.

Resenha:

Caitlin não vê o mundo como os outros o vêem, uma garotinha de 10 anos, autista, muito inteligente, ligada sim aos fatos mas não as emoções. Ela tem síndrome de Asperger.


Kathryn Erskine criou uma personagem linda, inocente e a rodeou de problemas, não só a luta de Caitlin com dificuldades sociais de convívio, o que a tornou uma raridade na quinta série e deixou-a praticamente sem amigos, seu irmão morreu recentemente em um tiroteio na escola e era ele quem lhe explicava de forma simples e direta, como as coisas funcionam. Foi Devon que tomou as dores para se certificar de que Caitlin ficasse sempre segura e sem medo . Ele ajudou-a a navegar em um mundo que ela não compreendia totalmente, mas agora a garotinha está sozinha em um mundo que ela não compreende e cruel!

A autora faz um trabalho fenomenal, mostrando o ponto de vista interno de Caitlin (ela entra na cabeça da menina). Ela conta a história do ponto de vista dela, usando fragmentos e frases   fora do padrão, enfatizando as sílabas em caixa alta de algumas palavras, o que dá aos leitores um vislumbre dessa mente única e linda que esta garotinha tem . Seus pensamentos são compreensíveis e fazem sentido para o leitor , mas eles nem sempre fazem sentido para seus colegas de classe.

Eu um certo ponto do livro para vocês entenderem como funciona a cabecinha de Caitlin, uma das garotas de sua sala se machuca e a forma com que ela lida com isso, já que uma de suas grandes habilidades é a honestidade, é dizer que seu rosto está ruim, roxo e inchado e nojento, o que é mal recebido pelo restante da sala, mas em sua cabeça ela só quer ajudar, ela não tem maldade.

Tais cenários descritos no livro despertam a simpatia do leitor e os fazem entender como é viver com a síndrome de Asperger . O livro tem um ar muito sério, Caitlin , que está tendo dificuldade para se relacionar com as crianças de sua idade e acaba fazendo amizade com Michael, um garotinho de 7 anos, que também perdeu um ente querido,ao longo do livro começa a despertar e entender como deve se relacionar mais com as pessoas e viver com a falta de seu irmão mais velho.

Mas apesar de tudo , Caitlyn luta arduamente para transmitir e obter emoção, começa a entender como o trágico tiroteio afetou Michael , e ela mesma, e seu pai, e começa a sentir empatia e ter um desfecho deste trágico acontecimento e levar a vida adiante.

Concluindo, Passarinha aborda brilhantemente alguns temas muito difíceis como perda de entes  queridos, como lidar com as emoções, como funciona e o que passa um portador de síndrome de Asperger e traz profundidade e emoção ao leitor, de uma forma totalmente apropriada e marcante. A capacidade que Kathryn Erskine tem de mergulhar e explicar como funciona a cabecinha de Caitlin é fenomenal e mostra o quão a fundo foi sua pesquisa sobre o assunto.

Um livro sério, tocante e lindo, que com certeza merece muitos prêmios. Indico sim a leitura.



27 agosto 2013

Fale - Laurie Halse Anderson

Olá estrelas,

Trago a resenha do lançamento de nossa parceria Editora Valentina, "Fale":



Fale sobre você... Queremos saber o que tem a dizer.” Desde o primeiro momento, quando começou a estudar no colégio Merryweather, Melinda sabia que isso não passava de uma mentira deslavada, uma típica farsa encenada para os calouros. Os poucos amigos que tinha, ela perdeu ou vai perder, acabou isolada e jogada para escanteio. O que não é de admirar, afinal, a garota ligou para a polícia, destruiu a tradicional festinha que os veteranos promovem para comemorar a chegada das férias e, de quebra, mandou vários colegas para a cadeia. E agora ninguém mais quer saber dela, nem ao menos lhe dirigem a palavra (insultos e deboches, sim) ou lhe dedicam alguns minutos de atenção, com duvidosas exceções. Com o passar dos dias, Melinda vai murchando como uma planta sem água e emudece. Está tão só e tão fragilizada que não tem mais forças para reagir. 





Finalmente encontra abrigo nas aulas de arte, e será por meio de seu projeto artístico que tentará retomar a vida e enfrentar seus demônios: o que, de fato, ocorreu naquela maldita festa?

Resenha:

O livro me prendeu da primeira a última página, um livro de leitura muita rápida, o li em menos de um dia, a angústia por que Melinda passa é eletrizante e tocante, seus conflitos mostram por tudo que um adolescente pode passar para se encaixar socialmente em sua escola e grupo de amigos.

Há uma mensagem forte da autora no livro, que não importa o quanto seja difícil enfrentar seus medos e desafios, mas que sempre vale a pena ir em frente. Esta é uma mensagem importante para os adolescentes, pois muitos passam poucas e boas e nem sempre enfrentam bem os desafios, sendo que estes são os anos cruciais de formação definitiva do caráter de cada um para o resto de suas vidas e formações.

Este livro é indicado e apropriado para adolescentes e adultos, não recomendo para qualquer pessoa que esteja ainda não pré-adolescência, pois há linguagem e conteúdo não adequado e que esta faixa etária não entenderia.

O estilo de escrita neste livro é diferente, por se tratar mais como um diário de Melinda com seus desabafos e seu dia a dia.  A protagonista compartilha seu ponto de vista do ensino médio em um estilo muito imaturo e infantil. No entanto, de alguma forma, o tom ainda é emocionante, honesto e vai direto ao ponto.

No geral, o livro me atraiu bastante, gostei muito do enredo e da forma que a autora dá sua mensagem. Provou ser uma boa leitura que prendeu minha atenção até o fim, com capa bem elaborada e diagramação e revisão impecável.

Um livro que com certeza vale a pena compartilhar e comprar. Leiam e comentem a resenha.




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