31 janeiro 2014

Dark Wolf - Christine Feehan - Trecho do 1º Capitulo

Olá Estrelas!!!

Todo mundo sabe que sou fã incondicional da série sombria da escritora Christine Feehan e não resisti a comprar o e-book pra ler este lançamento do inicio do mês e agora vou compartilhar um trecho com vocês. O livro foi lançado no dia 07\01\2014 nos EUA. Aqui no Brasil não tem previsão de lançamento pois foram lançado os três primeiros pela Editora Universo dos Livros e este é o de nº 25, ainda não tem data certa para o lançamento do 4º livro, assim que tivermos algo sobre ele avisaremos.

Vamos lá?


Preso entre as duas espécies rivais, Dimitri passou séculos caçando os mortos-vivos para manter seu povo livre, e os seres humanos seguros. Ele havia sobrevivido honrosamente quando outros tinham escolhido desistir de suas almas. Mas agora, marcado para o extermínio pelos Lycans, Dimitri se viu sozinho e temendo por sua vida. Mas a salvação estava por vir.
Nenhum Lycan jamais suspeitaria que alguém como Skyler ousaria montar uma operação de resgate em segredo. Uma adolescente. Um ser humano de habilidades não testadas. Mas ela tinha algo que ninguém mais tinha. Ela estava predestinada para Dimitri – como ele estava para ela. E não havia nada mais forte para Skyler do que o seu desejo de ver a sua vida de sonhos se tornando realidade. Seja qual fosse o risco.






Capitulo 1

Skyler Daratrazanoff puxou o longo xale preto mais perto, se certificando de que seu cabelo estava coberto e havia pouco para ver de seu rosto. Seu coração batia tão forte que ela estava com medo de alguém próximo ouvir. Tudo dependia de fazer o funcionário acreditar nela. Josef tinha forjado os papéis, e ele era o melhor. Ele poderia hacker qualquer computador, fornecer informações ou as obter. Ela não duvidou por um minuto que os papéis que ele criou estariam em ordem e iriam passar num exame minucioso, mas ainda tinha que fazer o funcionário acreditar nela. 

O edifício de metal estava oxidado e parecia que podia desmoronar a qualquer momento.

Um homem veio ao encontro dela, parecendo solene enquanto o caixão era levado para frente dela na sombra do edifício. Felizmente o sol estava se pondo e as sombras caíam ao seu redor, ajudando a tornar mais difícil de vê-la claramente.

— Seus papéis? — ele disse. Sua voz era gentil. O nome em seu crachá o identificava como Erno Varga.

Ela olhou em direção ao pequeno avião em que voou até o aeroporto e, então, entregou os papéis para o oficial, se certificando de que seus olhos estavam abatidos e ela parecia chorosa. Ela teve o cuidado de usar umas gotas de colírio para tornar os olhos vermelhos e lacrimejantes, apenas no caso de que não pudesse conseguir isso por conta própria.

Varga olhou para os papéis e depois para ela várias vezes com olhos mordaz, incrédulos.
— Você é muito jovem para estar levando para casa sozinha o corpo do seu irmão. Ninguém mais está viajando com você?

Ela balançou a cabeça, tentando parecer mais trágica do que nunca.
 — Meu pai está morto e agora o meu irmão. — Ela sufocou um soluço digno, estava certa, de um Oscar. — Não há mais ninguém para trazê-lo, para nossa mãe.

O funcionário olhou para ela novamente e estudou seus papéis mais de perto. — Ele morreu de um coração partido? — Havia ceticismo em sua voz.

Skyler quase engasgou. "Quando eu colocar minhas mãos em você, Josef, você vai morrer de mais do que um coração partido". Ela usou sua conexão telepática com Josef para deixá-lo saber que ele estava em grande dificuldade.
"Uma tragédia terrível". Josef estava impertinente como sempre. Havia diversão em seu tom. Não importa o quão séria uma situação, ele não se importava em ser menos travesso. Ela conseguiu manter uma cara séria e deu a Varga um aceno solene.
— Ele simplesmente definhou quando sua namorada o deixou. Recusou-se a comer. — Ela não tinha escolha a não seguir com isso, mesmo que isso significasse torcer os dedos com força, a fim de evitar que o 
oficial visse que estava tremendo. — É uma tragédia terrível. Nada pode salvá-lo.
Ok, até mesmo para seus ouvidos, isso soava totalmente coxo. Mas um coração partido? Apenas Josef viria com algo tão dramático e inacreditável. De que outra forma poderia explicar que ele morreu de um coração partido? Ia existir definitivamente outra causa mortis depois que eles abrissem o caixão.

Ela podia sentir a risada de Josef. Claro que você está rindo. Você está seguro no caixão, o irmão tragicamente morto, enquanto eu estou mentindo pra caramba para esse homem que poderia me colocar na prisão para o resto da minha vida.

Ela sabia que Josef nunca deixaria isso acontecer. Se necessário, ele daria ao oficial um “empurrão” para acreditar nela. Agora, Josef estava se divertindo muito a escutando se contorcer – e ela supôs que merecia. Ela estava o fazendo fazer algo altamente perigoso e que ele seria culpado muito mais do que ela seria se alguma coisa desse errado. Seu pai provavelmente o mataria assim que o visse.

"Ele vai sim, Josef disse. Ele vai me rasgar membro a membro".

"Você deveria estar se preocupando comigo te rasgando membro a membro", ela ameaçou.

— Quantos anos você tem? — O oficial olhou para o seu passaporte e documentos e, em seguida, de volta para seu rosto. — Você pilotou aquele avião?

Ela ergueu o queixo, tentando parecer mais velha e muito mais austera. Sabia que parecia jovem, mas não os olhos. Se ele olhasse diretamente nos olhos, acreditaria no que esses documentos falsos diziam. E eles eram grandes falsificações. Josef tinha muitos talentos, embora inventar histórias claramente não fosse um deles. 

— Eu sou muito mais velha do que pareço, — Skyler respondeu. Era parcialmente a verdade. Ela se sentia mais velha, e isso deveria contar para alguma coisa. Passou por mais do que a maioria das mulheres – ok, das adolescentes.

— Vinte e cinco? — ele disse com ceticismo. 

Josef tinha insistido de ela ter vinte e cinco, se ia pilotar o avião. Pilotar aviões veio fácil para ela e era algo que particularmente adorava, por isso seu pai adotivo, Gabriel, permitiu que aprendesse.

— Eu tenho que abrir o caixão, — ele disse, observando-a de perto.

Skyler conseguiu soltar um pequeno soluço e tapou a boca, balançando a cabeça ligeiramente. 

— Sinto muito. Sim, é claro. Eles disseram que você faria. Eu estava esperando por isso. — Ela endireitou os ombros e a coluna vertebral corajosamente. Ele olhou para ela muito mais gentil.

 — Você não precisa assistir. Fique ali. — Ele acenou com a cabeça para um canto do edifício a poucos metros de distância.

Ela sentiu um pouco de pena dele. Se ela conhecia algo sobre Josef, sabia que ele produziu algum tipo de show.

"Não se atreva a por isto a perder o assustando", ela advertiu. "Estou falando sério, Josef".

"Você não é divertida. Eu sempre posso remover as suas memórias. Não seria tão delicioso fazer uma imitação de Conde Drácula? Eu assisti ao filme um milhão de vezes. Aprendi o visual e sotaque melancólico, perfeitamente".

Ele parecia muito ansioso. Levou muita disciplina proteger a diversão em sua mente, onde ele não podia ler. Ela não duvidou nem por um momento que Josef poderia fazer uma imitação perfeita de Drácula.

"Resista à tentação. Nós não estamos fora de perigo e não podemos nos dar ao luxo de arriscar. Estamos no território dos Cárpatos. Ou pelo menos perto o suficiente para que alguém possa estar perto de nós para perceber o uso de energia. Se contenha, Josef".

Ele suspirou. "Não importa qual seja o resultado, o seu pai vai me matar, uma morte lenta e dolorosa também. Eu deveria ser capaz de ter um pouco de diversão".

Isso estava batendo muito perto da verdade. Gabriel ia matar todos eles, mas se seu plano funcionasse, teria valido a pena.

Ela deu um pequeno sorriso de gratidão para Varga e se afastou do caixão. De pé na porta aberta, seus braços em volta de sua cintura para se confortar, olhou para fora, para a escuridão crescente, se manteve muito quieta. Seu plano tinha que funcionar.

"Comporte-se, Josef, não importa o quê. Gabriel está em Londres e eu estou aqui". Ela nunca foi o lado receptor da ira de Gabriel, mas ele e seu tio Lucian eram caçadores de vampiros lendários. O povo Cárpatos, a maioria extremamente poderosa, sussurrava seu nome com reverência.

"Você tem um ponto". Mais risos borbulhavam na voz de Josef.  "Que desperdício de um caixão muito bom". Agora havia desgosto em sua voz.

Skyler não poderia dizer se ele ia se comportar ou não. Era impossível com Josef. Ele fazia as coisas do seu jeito. Ela fez uma oração em silêncio, esperando o melhor. Agora mesmo, Francesca e Gabriel estavam provavelmente acordando e logo iriam se preparar para voar para as montanhas dos Cárpatos. Eles pensavam que ela estava há um continente de distância, segura com sua amiga humana da faculdade, Maria, usando suas férias para ajudar a construir casas e sistemas de irrigação para agricultores da América do Sul. Nunca havia mentido para eles antes. Nem uma vez. E doeu fazer isso agora, mas não havia outro jeito. Ela sabia que seus pais foram convocados para a grande reunião entre os Lycan e os Cárpatos, para discutir uma aliança entre as duas espécies. A maioria dos Cárpatos foi chamada para casa. Gabriel e Francesca estiveram mais do que felizes em receber um telefonema dela, da escola, pedindo para ir com Maria. Eles não a queriam em qualquer lugar perto das montanhas dos Cárpatos.

Ela nunca pensou em reembolsar sua extraordinária bondade, o amor que lhe tinham dado desde o momento em que fora para a casa deles, com mentiras e traição – não por nada nem ninguém que não Dimitri. Dimitri Tirunul era seu milagre inesperado. Um homem além de qualquer sonho que ela já teve. Ela era humana. Ele era Cárpato – quase imortal. Ela tinha 19 anos. Ele um ancião com séculos de idade. Ela segurava a outra metade de sua alma, a luz de sua escuridão. Sem ela, ele não iria sobreviver. Era sua companheira – a sua salvadora. No entanto, sabia exatamente que na verdade era o oposto: Dimitri foi quem a salvou. Ele soube que ela era sua companheira quando ela era apenas uma criança e ele lhe tinha dado tempo. Espaço. Amor incondicional. Nunca exigiu nada dela. Nunca disse a ela o quanto era
difícil para ele – que ela era sua salvação, simplesmente se afastou. Ele sempre esteve lá por ela, no meio da noite, quando seu passado violento estava muito perto e não conseguia dormir, quando os pesadelos a assombravam até o ponto onde não conseguia respirar. Ele estava ali, em sua mente, segurando todas essas memórias terríveis à distância. Dimitri. Seu Dimitri.

Dimitri foi pego no meio das duas espécies. Os Lycans o tinham levado e planejavam matá-lo. Ninguém foi atrás dele para salvá-lo. Ele passou séculos caçando os mortos-vivos para manter seu povo seguro, assim como os seres humanos. Sobreviveu honrosamente quando outros escolheram desistir de suas almas. No entanto, não havia nenhum grupo de resgate. Nenhum dos caçadores estava correndo para salvá-lo. Ele ficou gravemente ferido. Ela sentiu isso muito antes dele se afastar dela para protegê-la de sua dor – ou sua morte.

Dimitri era estoico sobre a vida ou a morte. Ele era um caçador Cárpatos e fora assim por séculos, protegendo inocentes de vampiros. A linhagem dela era complicada, mas para todos os efeitos, ela era humana. Os Lycans nunca esperariam que uma garota humana, uma adolescente, montasse uma operação de resgate de um dos Cárpatos. Tinha o elemento surpresa do seu lado. Isso, assim como bons amigos, de confiança e as habilidades dela muito poderosas, mas nunca testadas.

Skyler tinha fé em si mesma. Conhecia cada uma de suas forças e fraqueza. Como Josef, ele era extremamente inteligente e na maioria das vezes subestimado. Acreditava que os Lycans iriam subestimá-la, estava contando com isso.

Ninguém iria iniciar uma guerra por um caçador dos Cárpatos, ao que parecia, mas ela sabia que seu pai viria atrás dela, e se alguém prejudicasse um único fio de cabelo dela, o mundo Lycan iria se encontrar num pesadelo que não podia conceber. Não só Gabriel viria atrás dela, mas seu tio Lucian também. Estava bastante certa que seu pai biológico, Razvan, e sua companheira, Ivory, iriam se juntar a caça por ela. Eles eram extremamente letais também. Havia satisfação em saber que se estivesse ferida ou morta, ela seria vingada. Ninguém, nem mesmo Mikhail Dubrinsky, o príncipe dos Cárpatos, seria capaz de parar uma guerra se os Lycans a machucassem.

Ela ergueu o queixo. Dimitri nunca a deixou em perigo. Ele correu para seu lado no momento em que soube que havia problemas, ele fez – mais de uma vez – só para aliviar os pesadelos quando ela os tinha muito constantemente. Não podia fazer menos por ele.
Prendendo a respiração, ela se virou para assistir ao oficial cautelosamente abrir o caixão. 

Ele rangeu ameaçadoramente. Horrivelmente. Assim como nos filmes. O som enviou um arrepio pela sua espinha. A tampa levantou lentamente e, maldito fosse, Josef parecia como se fosse se levantar sozinho.
Varga recuou, uma mão subindo defensivamente. Houve um silêncio, quando a tampa se deteve. Nada se movia. Ela podia ouvir o som de um relógio tiquetaqueando alto. Varga tossiu nervosamente. Ele olhou para ela. Skyler colocou a mão sobre sua boca e baixou os olhos.
"Josef! Se comporte". Skyler estava em algum lugar entre rir e chorar com a tensão nervosa.

Varga avançou para o caixão e olhou para dentro, gotas visíveis de suor em sua testa. Ele limpou a garganta.

 — Ele certamente parece robusto para um homem que morreu de fome. 

"O mínimo que você poderia ter feito era parecer magro, se você queria que ele acreditasse nessa sua história absurda", ela repreendeu.

Skyler pressionou um lenço à boca. 

— Eles fizeram um trabalho tão bom na casa funerária. Eu, particularmente, pedi para terem certeza de que ele parecia bem para nossa mãe.

Varga apertou os lábios e estudou o corpo. Ele estava desconfiado, mas não tinha certeza do que. É evidente que havia um corpo morto no caixão. Ele suspeita que ela contrabandeasse drogas? Armas? Se fosse assim, isso não augurava nada de bom para o que planejara. Precisava parecer ingênua, uma jovem adolescente que pode ser ligeiramente desmiolada.

Prendeu a respiração quando ele estendeu a mão para a tampa do caixão e, lentamente, o fechou.

— Alguém está vindo buscar você? — Varga perguntou conforme ele trancou a tampa do caixão e olhou para o relógio. — Eu não posso ficar. O seu era o último avião de hoje.

— O amigo do meu irmão arranjou um caminhão para nos pegar. Estará a qualquer minuto, —  Skyler assegurou solenemente. — Muito obrigado por toda sua ajuda.
— Você pode esperar aqui, — Varga disse numa voz gentil. — Voltarei em umas duas horas e trancar. — Ele olhou ao redor do prédio em ruínas. Não era nada mais do que quatro paredes de metal, principalmente enferrujadas, algumas tão seriamente danificada onde havia buracos. — Não que haja muito para trancar. — Ele olhou novamente para o relógio. — Esperaria com você, mas tenho que ir para outro trabalho.

Ela deu um sorriso fraco. — Está tudo bem. Realmente. Ele estará aqui a qualquer minuto.
Varga deu a ela um último olhar e saiu do edifício frágil, deixando-a sozinha com o caixão fechado. Esperou até que viu seu carro se afastar e as luzes desaparecer completamente no caminho. Deu um olhar cuidadoso ao redor. Parecia estar sozinha. 

— Josef, você pode parar de fingir de morto, — Skyler disse, sua voz cheia de sarcasmo. Ela bateu na tampa do caixão com seu punho. — Morreu de um coração partido? Sério? Você não pode pensar em outra coisa, qualquer coisa, digamos mais realista?

A tampa do caixão abriu com a mesma série de rangidos sinistro dos filmes de horror, que ele usou quando Varga abriu a tampa. Houve um silêncio. O coração de Skyler batia num ritmo constante. Ela se inclinou sobre o caixão e olhou para o rapaz que estava deitado como se estivesse morto, com os braços cruzados sobre o peito, os olhos fechados. Sua pele era de porcelana pálida e seu cabelo preto espetado, com as pontas tingidas de azuis se destacava nitidamente contra o fundo branco.

— Você parece incrivelmente forte para um homem que morreu de fome, — ela disse sarcasticamente, imitando o oficial. — Você poderia ter estragado tudo com a sua história absurda.

Os olhos de Josef abriram dramaticamente. Ele falsificou um sotaque enquanto se sentava lentamente. — Eu poderia precisar de uma gota de sangue ou duas, minha querida.

Ela golpeou a cabeça dele com seus papéis. 

— O funcionário da alfândega não acreditou que eu tinha vinte e cinco anos.
Josef deu um sorriso arrogante.

— Você não tem. Você tem apenas dezenove, e quando Gabriel e Lucian descobrirem o que nós fizemos, nós dois vamos estar em mais problemas do que qualquer um de nós já conheceu. — Ele fez uma pausa, o sorriso desaparecendo de sua boca. — E eu já estive num monte de problemas.
— Nós não temos escolha, — Skyler disse. 

— Não se iluda, Sky, há sempre uma escolha. E você não é a que eles vão matar. Eu vou ser o alvo principal. Quando Gabriel e Lucian vierem à sua procura – e eles virão, — Josef disse. — Eles vão encontrar você. Eles têm uma reputação por uma razão. Se nós realmente fizermos isso, todos os caçadores Cárpatos estarão nos procurando.
Seu pai, Gabriel era extremamente poderoso, um lendário caçador Cárpato. Seu tio Lucian, irmão gêmeo de Gabriel, tinha ajudado a criar essa lenda entre os Cárpatos, e quando descobrissem que ela desapareceu, é claro que eles viriam atrás dela.

— Não é esse o ponto? — Skyler respondeu com um pequeno encolher de ombros. — No momento em que acordarem e perceberem que estamos desaparecidos, vamos ter uma boa vantagem. Devemos ser capazes de encontrar Dimitri.

— Você percebe, — Josef disse, flutuando para fora do caixão, — isso pode muito bem causar um incidente internacional. Ou pior, a guerra. Uma guerra total.
— Você concordou em me ajudar, — Skyler disse. — Mudou de ideia?

— Não. Você é minha melhor amiga Sky. Dimitri provavelmente me despreza e deseja que eu esteja morto, mas ele é seu companheiro e foi literalmente jogado aos lobos. — Josef deu um pequeno sorriso, satisfeito com seu trocadilho. — Claro que vou te ajudar. Ajudei você a bolar esse plano, não foi? E isso vai funcionar.
— Dimitri não despreza você, na verdade ele está feliz que seja meu amigo. Nós conversamos sobre isso. Ele não é assim. — Skyler fez uma careta para ele. — Você sabe muito bem que ele sabe que penso em você como um irmão. Ele te defenderia com sua vida. — Josef sorriu para ela. 

— Me perdoe por desprezá-lo só um pouquinho. Ele é bonito, inteligente, um antigo caçador e seu companheiro. Ele destruiu todos os meus sonhos e fantasias sobre você. Não me atrevo a pensar nesse sentido, ou ele saberia.  — Skyler revirou os olhos.

 — Ah tá. Até eu sei que você não pensa em mim dessa forma, Josef. Você pode esconder um monte de coisas, mas não isso. Não há nenhuma fantasia e nem sonhos destruídos. Sua companheira ou ainda não nasceu, ou, — ela sorriu para ele travessamente, — ela é provavelmente uma das filhas de Gregori. 

Ele gemeu e deu um tapa na testa com a palma da mão. 

— Amaldiçoo você para sempre por proferir essas palavras, por colocar esse pensamento para o universo. Nem pense isso, quanto mais o diga em voz alta. Você pode imaginar Gregori Daratrazanoff como um sogro? Credo, Skyler, você realmente me quer morto. — Ela riu. 

— Ele te serviria bem Josef. Especialmente depois de você colocar que morreu de um coração partido nesses papéis! 

— Poderia acontecer. Eu sou um romântico, você sabe. Dimitri acha que sou uma criança, assim como todos eles o que é provavelmente bom, porque senão ele me veria como um rival.

— Você dedica um grande esforço para fazer todos eles pensarem que você é uma criança, — Skyler apontou com um pequeno sorriso. — Você gosta que eles o subestimem. Você é um gênio, Josef, e não deixa qualquer um deles ver quem você é de verdade. Você deliberadamente os provoca.
Seu sorriso se alargou até que ele parecia positivamente travesso. Ele soprou as pontas dos dedos.

 — Isso é muito verdadeiro. Não nego isso. — Seu sorriso desapareceu. — Mas isso é muito diferente do que as travessuras que faço para eles. Isto é grande Skyler. Só quero que você entenda o que está em jogo.

— Claro que eu sei o que está em jogo.

— Sua família é uma das mais poderosas e lendárias do nosso povo. — Ele franziu a testa.

— O que me lembra, por que você nunca se refere a Gregori como seu tio? Ele é irmão de Lucian e  Gabriel, então, tecnicamente, ele é seu tio.
— Acho que nunca pensei sobre isso. Não o conheço. Estamos em Londres e ele está aqui nas montanhas dos Cárpatos, e nunca mostrou uma tremenda quantidade de interesse em mim.
— Ele é um Daratrazanoff – acredite em mim, Sky, ele está interessado em você. Se você desaparecer, a sua família vai vir lhe procurar e eles estarão em pé de guerra. Todos da sua família, especialmente Gabriel.

— Você tem medo de meu pai? — Skyler perguntou.

— Eu tenho novidades para você Sky – todo mundo tem medo do seu pai, e se não tiverem deveriam ter, especialmente quando se trata de você. Não percebeu quão protetor ele é com você? Seu tio Lucian é igual, se não pior, e se alguém mexe com um desses homens ou alguém que eles amam, ambos responderam.

Skyler mordeu o lábio.

— Sinto muito, Josef, por te colocar nesta posição. Não posso voltar atrás. Tenho que encontrar Dimitri. Sei que posso fazer isso. Este plano é perfeito. E nós dois sabemos, e contávamos com Gabriel e Lucian vindo atrás de mim. Posso seguir a partir daqui por mim mesma, realmente posso.

Josef deu uma gargalhada.

— Agora você realmente perdeu sua cabeça. Se eu deixar você fazer isso sozinha, eles realmente me matam. Não, nós estamos aqui e temos que seguir em frente.Acho que você é a única pessoa que pode conseguir isso. Mas Skyler, se você entrar em apuros, isso realmente vai começar uma guerra. Lucian e Gabriel não vão recuar se alguém te machucar, ou se você for capturada. Eles não se importarão com o que o príncipe diz. Vão atrás de você e ninguém vai ficar em seu caminho. É melhor você seguir com isto sabendo disso. Você tem que saber das consequências e estar disposta a enfrentá-las.

Skyler apertou os lábios. Ela quase não tinha pensado em outra coisa desde que ela e Josef bolaram o plano. 

— Dimitri é um bom homem. Ele poderia ter me reivindicado, me levado para longe da minha casa e da única estabilidade que eu já conheci. Eu não seria capaz de resistir a ele, a atração de companheiros é muito forte. Mas ele não o fez, Josef, não importa o terrível custo para ele. Não insistiu em me reivindicar ou nos vincular. Não tinha medo de Gabriel. Nunca teve medo de Gabriel.

Josef abanou a mão para o caixão e a tampa fechou rangendo. 

— Eu sei, — ele admitiu em voz baixa.
— Ele sabia que eu não estava pronta, que precisava de tempo para me encontrar e superar...  Todo o meu passado. — Skyler abaixou a cabeça, de modo que seu farto cabelo sedoso cobrisse sua expressão.

— Não faça isso Sky, — Josef disse. — Nós somos os melhores amigos. O que aconteceu não foi culpa sua e você nunca deve se sentir envergonhada.
— Eu não tenho vergonha, bem, não é como você pensa. Acredito que Dimitri é um grande homem e ele merece uma companheira que possa se igualar a ele em tudo. Não sou essa mulher ainda. Quero estar com ele, eu sinto que preciso ser quase tão forte quanto ele. Isso cresce em mim a cada dia.

— Você acha que ele manteria seu passado contra você? — Perguntou Josef.

Skyler sacudiu a cabeça. 

— Não, ele muitas vezes está perto o suficiente para falar comigo à noite, quando não consigo dormir. Conversamos muito durante a noite. Eu amo sua voz. Ele é muito gentil comigo, nunca exigente. Sei que é difícil para ele. Posso sentir a sua luta, embora ele esconda isso de mim no começo. Você não pode estar na cabeça de outra pessoa, sem, eventualmente, ver tudo. A escuridão ameaça tragá-lo o tempo todo, mas nunca me disse nada, nunca tentou me apressar. Ele certamente não me condena, porque eu era muito jovem, e com medo. Dimitri não me julga.
— Ninguém o julga querida, — Josef apontou. — Você é a única que é tão dura consigo mesma. Eu particularmente adorei a fase em que você tingia seu cabelo constantemente. Demorou um pouco para encontrar a si mesma e se sentir confortável com quem você realmente é.
As sobrancelhas de Skyler levantaram. Ela olhou fixamente para os cabelos pretos de Josef, espetados com ponta azul.
Seu sorriso era contagiante, revelando os dentes gêmeos na sua boca. — Este é quem eu sou. Descobri isso há muito tempo. Gosto do meu cabelo com as pontas azuis. 

— Porque ninguém nunca vai adivinhar o quão inteligente você é. Eles estão muito ocupados olhando para o seu cabelo e os piercings que você ocasionalmente coloca, apenas para perturbar todos eles, — ela acusou, rindo baixinho. — Eu te amo Josef, você sabe disso, não sabe?

— Sim. É por isso que estou aqui, Sky. Não tenho tantas pessoas que se preocupam comigo. Se você diz que precisa de mim, eu virei. — Ele olhou para longe dela.

Skyler colocou a mão em seu braço. — Há muitas pessoas que se preocupam com você, Josef, você só não os deixa chegar perto. Se você der a Dimitri uma chance, ele seria um bom amigo para você. Sei que seria. Falei com ele várias vezes sobre você.

— Pensei que você não o tinha visto desde que esteve nas Montanhas dos Cárpatos.
— Ele pensou que seria melhor se nós ficássemos longe um do outro. Sabia que seria muito difícil para ele comigo estando fisicamente perto dele, mas ele ia a Londres de vez em quando, sempre que precisava ouvir minha voz.

— Gabriel sabe? — Josef perguntou.
— Provavelmente. Ele não me perguntou, mas notei quando Dimitri estava perto, Gabriel ficava mais perto. E quando Gabriel não estava comigo, Francesca estava por perto. Houve momentos em que o tio Lucian e Tia Jaxon ficaram ao redor. Eles estavam inquietos, então eu sabia que era porque eles estavam com medo de Dimitri vir e me reivindicar.
— Mas ele não fez.

— Claro que não. Ele é um homem de honra. Não tenho idade suficiente na cultura dos Cárpatos, o que é engraçado, porque na cultura humana eu poderia casar com facilidade. Ninguém pensaria duas vezes sobre isso.
— Você quer que ele te reivindique? — Josef perguntou curioso.
Skyler encolheu os ombros. 

— Às vezes. Eu sonho com ele. Nunca penso em os outros homens, ou mesmo olho para eles. É sempre Dimitri. Ele chama por mim e nem sequer é consciente disso. Quando estamos falando, mente a mente, eu vejo as coisas. Quão só ele é. Como o mundo é escuro. Como é difícil lutar contra a força constante da escuridão. Ele suporta tanto por mim. Tanta coisa por todos nós. Quando ele caça, se torna mais difícil para ele. Toda vez que ele tem que matar. Vejo tudo isso, e os sacrifícios terríveis que ele faz por mim.

— Ele não quer que você veja essas coisas Sky, — Josef disse gentilmente. — Você sabe disso, não sabe? Os machos Cárpatos, especialmente os caçadores, são como uma rocha, guerreiros plenos. E se ele pensar que não estava protegendo você daquela sombra rastejante, ficaria muito chateado.

Skyler sorriu para Josef.

 — Não posso evitar o que eu vejo Josef. Eu não sou exatamente como todo mundo. Que tipo de mistura sou eu? Psíquica. Maga. Parte dos Cárpatos. Filha da Terra. Dragonseeker. Vejo coisas que não estou destinada a ver. Sinto coisas que eu não deveria. Sei que ele quase foi tirado de mim. Eu o senti. Chamei por ele. Cantei o cântico de cura que ouvi Francesca cantar. Acendi velas e chorei por dias quando ele estava tão longe que não conseguia o alcançar. 

Ela o olhou nos olhos, deixando que ele visse sua dor. Josef era definitivamente subestimado pela maioria das pessoas, mas ela viu sua genialidade, e valorizava sua estreita amizade. Podia falar com ele, dizer qualquer coisa, e ele nunca traiu sua confiança.
— Preciso dele, — ela admitiu simplesmente. — E tenho que encontrá-lo.  — Josef jogou o braço em volta dos ombros dela. 

— Bem, irmã, isso é exatamente o que vamos fazer. Paul deverá estar aqui a qualquer minuto. Ele me mandou uma mensagem e disse que tinha tudo pronto. 

— Ele cobriu seus rastros? Ele não te disse uma vez que Nicolas tomou seu sangue? Se ele fez, poderá rastrear Paul.

— Baby, qualquer um deles pode nos rastrear, e eles vão estar quentes em nosso rastro no momento em que perceberem que estamos desaparecidos.

— Eu sei disso. Só estou dizendo que não pode acontecer até que estejamos prontos. — Skyler olhou novamente para o relógio. — Ele está atrasado.
— Sua cobertura é perfeita, — Josef assegurou. — Ele voou com a família De La Cruz e disse que estávamos indo explorar as montanhas do lado da Ucrânia. Que estamos acampando por duas semanas. Claro que eles ficaram felizes em se livrar de nós e ninguém vai questionar que queremos fazer algo juntos. Nós conversamos sobre isso sem parar nos últimos dois anos. Esta seria a oportunidade perfeita para ficarmos juntos, então eles compraram a nossa história com facilidade.

Skyler deu uma pequena fungada. 

— É claro que eles não se importam se você dois foram acampar no mato juntos. Lembra quando eu queria ir num de seus acampamentos? O mundo quase desabou. 

Josef riu e se inclinou preguiçosamente, um quadril contra o caixão. 

— Gabriel virou o lobo mau e quase me comeu e Paul no jantar, apenas com a sugestão. Fiquei surpreso por ele te permitiu ir para a faculdade. Você estava tão à frente da sua faixa etária na escola.

Skyler encolheu os ombros. 

— Voltei para casa à noite, no primeiro ano. Precisava. Isso não tinha nada a ver com Gabriel e Francesca. Não sei o que teria feito sem eles. Precisava tanto deles nos primeiros dias. E eles realmente estiveram lá por mim. — Lágrimas brilhavam em seus olhos.

— Odeio pagar o seu amor e bondade com mentiras, mas eles não me deixaram escolha.

— Você tentou falar com eles sobre Dimitri? — Josef perguntou.
Skyler assentiu. 

— Sabia que algo estava errado, que Dimitri estava incomodado, a última vez que nos falamos. Ele partiu abruptamente para as montanhas dos Cárpatos há algumas semanas e, em seguida, ele estava numa terrível batalha. Eu o senti escorregar para longe de mim. Ele estava tão longe e eu quase não conseguia o alcançar. No momento em que fiz, ele quase foi embora. Eu podia sentir sua força da vida se desvanecendo. — Ela olhou para ele. — Você se lembra daquela noite? Eu te chamei para vir e me ajudar.
— Você estava na biblioteca da faculdade e, felizmente, eu vim te visitar, então eu não estava muito longe, — Josef disse. — Mas você não me disse o que aconteceu. Só que Dimitri precisava de você. Você estava aniquilada.

A memória daquela noite a sacudiu. Dimitri fora gravemente ferido. Mortalmente ferido. Ela estava longe dele, estudando na biblioteca da faculdade – tão mundano – à distância turvando sua conexão. Ela estendeu a mão para ele, sabendo que ele estava com problemas e foi seu irmão que ela encontrou. Quando ela tocou Dimitri, ele estava tão frio, gelado. Ela estremeceu, a frieza ainda estava em seus ossos. Às vezes, achava que nunca iria superar isso.
— Seu irmão estava lá, lutando por ele, seguindo atrás de sua luz fraca e tentando o trazer de volta. Chamei por Dimitri e pedi para não me deixar. Eu fiz o meu melhor, mesmo numa distância tão grande, para ajudar seu irmão a trazê-lo de volta à terra dos vivos. Simplesmente não podia deixa-lo ir.

Ela pegou o lábio inferior entre os dentes, mordendo com força. Mesmo agora, seu coração doía. Pressionou sua mão com força sobre a dor. 

— Não posso perdê-lo Josef. Ele sempre esteve lá por mim, desde que eu precisei dele, para qualquer coisa que eu precisei. É a minha vez agora. Não vou deixa-lo morrer. Vou encontrá-lo e ajudá-lo a escapar.

— Antes, quando ele estava morrendo, você pôde alcança-lo, — Josef se aventurou com cuidado, sabendo muito bem que estava caminhando por um campo minado. — Por que você acha que não pode agora?

— Eu sei onde você está querendo chegar Josef, — ela retrucou. — E isso não é verdade. Dimitri está vivo. Sei que ele está vivo.
Josef assentiu. 

— Acredito em você Sky, mas isso não responde à minha pergunta. Talvez seja melhor descobrir por que você não pode alcança-lo quando vocês dois sempre foram capazes de se comunicar telepaticamente. Você é extraordinariamente poderosa. Mais do que alguns dos Cárpatos. Muitos de nós não podemos cobrir a distância que você é capaz de fazer. Então, o que há de diferente agora?

Ela franziu a testa para ele. Josef era incrivelmente brilhante, e mesmo que não quisesse ouvir isso, precisava ouvi-lo. Ele tinha um ponto. Ela foi capaz de atravessar grandes distâncias para se conectar com Dimitri – e ele com ela. Sabia quando ele estava com problemas, quando lutou numa batalha com um bando de lobo desonesto e tomado o peso do ataque, a fim de dar o seu irmão a oportunidade de destruir uma mistura muito perigosa de vampiro / lobo.

Ela sentiu a dor de Dimitri, tão terrível que mal podia respirar. Bem ali, na biblioteca da faculdade, quase caiu no chão, com aquele lampejo de dor que não era dela. Seguiu a trilha de volta para ele, infalivelmente, apesar de sua luz fraca. Durante os anos que falaram telepaticamente, a conexão entre eles se tornou forte e ela o encontrava mesmo quando sua força vital estava desaparecendo, viajando para outro reino. E se podia fazer isso, Josef tinha razão, porque não podia encontra-lo agora? Isso não fazia sentido – e ela deveria ter percebido isso por conta própria.

— Você está perto demais do problema, — Josef disse, provando que ele estava tão em sintonia com ela, que praticamente podia ler seus pensamentos.

— Não gosto quando não estou pensando direito, — Skyler disse. — Ele precisa que eu esteja cem por cento neste assunto.

— Acho que isso se chama amor Sky, tanto quanto eu não quero admitir que você pudesse amar alguém além de mim. — Josef piscou para ela.

— Algo está realmente errado Josef. Sei que está. Como pude o encontrar quando ele já estava tecnicamente morto, mas não posso fazer isso agora?

— Talvez ele esteja inconsciente, — ele arriscou.

Ela balançou a cabeça. 

— Pensei nisso. Eu ainda poderia o encontrar. Sei que poderia. Há algo sobre a nossa conexão. É tão forte, que posso o seguir em qualquer lugar. Posso tocá-lo quando ele esta debaixo do chão, rejuvenescendo no solo.

Os olhos de Josef se arregalaram. 

— De jeito nenhum Sky. Ninguém pode fazer isso. Nós paramos nossos corações e pulmões e não podemos nos mover. Esse é o nosso momento mais vulnerável. Como ele poderia estar consciente?

— Eu não sei, mas sempre que o alcancei, dia ou noite, ele sempre esteve lá para mim.

Sempre. Não me lembro de uma única vez que não pude o encontrar. A Mãe Terra sempre cantou para mim, uma vibração que eu sentia, e eu podia saber onde ele estava.

— Você disse para Gabriel e Francesca que pôde fazer isso? Você pode fazer isso com eles? Comigo?

Skyler andava de um lado para outro, olhando mais uma vez para seu relógio um pouco impaciente. 

— Nunca pensei em contar a ninguém, nem mesmo a Dimitri o porquê disso. Mas não, nunca tentei acordar ninguém. Francesca e Gabriel ficam muito pouco tempo juntos e sozinhos estes dias, então nunca considerei os acordar. Parecia natural me virar para Dimitri. Sabia que ele precisava de mim tanto quanto eu precisava dele.

— Todo esse tempo pensei que você estava com medo de um relacionamento com ele, — Josef disse.

O sorriso de Skyler possuía pouco humor. — Nunca tive medo de um relacionamento com ele. Como poderia ter? Nós temos um relacionamento maravilhoso. Ele me trata como se eu fosse a melhor, a mais desejável mulher do mundo. Ele é inteligente, podemos falar sobre qualquer coisa por horas. É amável e gentil. É tudo o que uma mulher poderia querer em um parceiro.

— Estou ouvindo um “mas” aí.

— Não estou certa de que posso ser a companheira que ele realmente merece. Sou ótima no relacionamento emocional e o relacionamento intelectual, mas não tenho ideia se posso alguma vez ser o que ele precisa fisicamente. Isso é um assunto completamente diferente.

Josef balançou a cabeça. 

— Skyler, não fique toda psicótica sobre isso. Isso vai acontecer quando tiver que acontecer. Dimitri nunca mais vai querer outra mulher. Nunca. Ele vai te dar todo o tempo que precisar.

— Eu sei. De verdade. Dimitri nunca iria me empurrar e ele nunca fez. Não é com ele que estou preocupada. Fico ansiosa pensando nisso. Quero ser a melhor companheira possível para ele e minha mente simplesmente não pode ir para um relacionamento físico ainda.

Ela olhou novamente para o relógio. 

— Melhor Paul chegar aqui em breve. Tem certeza de que ele fugiu sem que ninguém suspeitasse?

— Sim, ele está a caminho. Apenas alguns minutos atrasado. Você diz que Dimitri está vivo. Se estiver, nós vamos o encontrar.

Skyler deixou escapar o fôlego lentamente. 

— Não gosto de nada disso. Detesto o fato de que o príncipe, juntamente com todos os outros, o abandonou.

Josef jogou o braço ao redor dela e a abraçou apertado. O sorriso desapareceu. — Nós vamos encontrá-lo. Nós o faremos.

Skyler se agarrou a ele por um momento e depois acenou com a cabeça, endireitando os ombros e se afastou dele.

 — Não gosto da única explicação que posso pensar para não ser capaz de me conectar com ele.

— Que é? — Josef perguntou.

— Ele está me bloqueando. — Havia dor em sua voz. — Ele tem que estar. Não há outra explicação que faça sentido.






6 comentários:

  1. Oi Val, eu lembro de ter lido a resenha do livro aqui, aliás fiquei bem empolgada com a série.
    Bjs, Rose.

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  2. Lendo o capitulo 1 fiquei bem curiosa, gostei muito do enredo e a capa linda demais.

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  3. Olá Val, tudo bem??
    Não conhecia esta série, e ainda não li nenhum dos livros da autora, mas li o trecho que você selecionou a irei procurar saber mais sobre esta série que você tanto gosta, pois realmente não conhecia ela!!
    Beijos ♥

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  4. caramba que legal, esse primeiro capitulo me deixou super curiosa, é forte e convidativo... gostei muito dessa postagem

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  5. Gostei muito desse post a capa é curiosa e o primeiro capitulo me deixou bastante intrigada.. uma leitura convidativa

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  6. Gostei bastante da sinopse, mas não li o trecho pois eu fico muito curioso e quero comprar o livro pra continuar, mas não posso no momento :(

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